15/02/2022

Ferrovias autorizadas já somam 22 projetos, mas há dúvidas sobre viabilidade

 Ferrovias autorizadas já somam 22 projetos, mas há dúvidas sobre viabilidade


Desde a publicação do novo marco legal das ferrovias, no fim de 2021, o governo federal já deu aval à construção de 22 projetos, que somam investimentos calculados em R$ 102,85 bilhões e 6.880 km de extensão. Além deles, estão em análise outros 57 projetos, que elevariam o valor de investimentos a R$ 240 milhões.

Embora o mercado veja com otimismo e animação a nova possibilidade de contratação de ferrovias, as cifras superlativas divulgadas pelo governo têm sido vistas com ceticismo.

Para uma fonte do setor, a principal dúvida é se os projetos de fato sairão do papel, ou seja, se os grupos que receberam aval para construir os empreendimentos vão conseguir financiar a obra e obter os licenciamentos ambientais necessários.

Pelo modelo de autorização, a ferrovia é construída por conta e risco da companhia privada. Essa fonte aponta que diversos projetos “greenfield” não saíram do papel por serem considerados inviáveis do ponto de vista econômico-financeiro, mesmo sob o modelo de concessão, em que o governo entra no projeto, seja com injeção de recursos, seja com compartilhamento de riscos diversos.

Entre os pedidos já protocolados, alguns geram dúvidas sobre a capacidade dos responsáveis em executar os projetos. Um deles é a Nova Ferroeste, empreendimento do governo paranaense para conectar Mato Grosso do Sul ao porto de Paranaguá, que prevê R$ 29 bilhões de investimentos — diversos trechos do corredor foram pleiteados ao governo federal no modelo de autorização. No mercado, porém, há pouca convicção de que a obra saia do papel tão cedo.

Outra dúvida é como serão equacionadas as diversas coincidências de trechos solicitados pelas companhias. Por exemplo, o tramo entre Açailândia (MA) até Barcarena (PA), que seria uma extensão da Ferrovia Norte-Sul, foi alvo de pedidos da 3G Empreendimentos e Logística e da Triunfo. O trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) e Água Boa (MT) também está nos planos da Rumo e da VLI. As mesmas empresas também compartilham o desejo de construir uma via entre Uberlândia (MG) e Chaveslândia (MG).

Ainda não está claro como essa questão será resolvida e se a disputa pode se tornar um entrave adicional à realização do projeto.

Apesar das incertezas, há muito otimismo em torno dessa nova possibilidade de contratação. A expectativa é que principalmente no caso de trechos menores e localizados — como ramais para conectar terminais portuários ou fábricas a corredores maiores — saiam do papel com maior facilidade no curto prazo.

Fonte: Valor Econômico

Notícias Relacionadas

13/01/2026

A DHL Global Forwarding e o grupo CMA CGM firmaram uma parceria para ampliar o uso de biocombustíveis no transporte marítimo de contêineres, como parte das estratégias das duas companhia (...)

Leia mais
 Programa Mulheres na Direção da JSL abre inscrições para formação de motoristas em Indaiatuba (SP)

12/01/2026

Programa Mulheres na Direção da JSL abre inscrições para formação de motoristas em Indaiatuba (SP)

A JSL abriu inscrições para a 17ª edição do Programa Mulheres na Direção, iniciativa voltada à capacitação e inserção de mulheres no setor de transporte rodoviário e logística. Nesta edi (...)

Leia mais
 Porto de Santos recebe novos guindastes elétricos e avança na modernização de terminal

12/01/2026

Porto de Santos recebe novos guindastes elétricos e avança na modernização de terminal

O Tecon Santos recebeu neste sábado (10) dois novos portêineres e oito RTGs elétricos. Os equipamentos foram adquiridos pela Santos Brasil dentro do projeto de ampliação, modernização e (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.