Os Operadores Logísticos estão ampliando os setores em que atuam, os locais que atendem, o tipo de carga transportada e apostando na multimodalidade. E essa expansão traz, também, um aumento da complexidade das atividades. Para que os trabalhos realizados pelas empresas, que são de extrema relevância para a economia mundial, seja o mais assertivo possível, não tenha custos desnecessários e seja ágil, como deve ser, é preciso investir em profissionais capacitados.
Equipes mais preparadas e estruturas organizacionais mais robustas trazem ganhos para todos os elos da cadeia logística e, diante desse cenário, a qualificação profissional passou a ocupar posição estratégica no setor.
Dados da última edição do Perfil dos Operadores Logísticos, pesquisa encomendada pela ABOL, mostram que 72% das empresas ampliaram os investimentos em qualificação, reforçando a preocupação com o desenvolvimento de competências técnicas e operacionais.
E não para por aí. Quase todas elas, 96%, declararam investir em treinamentos, com um aporte médio de R$ 596 por colaborador, evidenciando o compromisso contínuo com a capacitação das equipes.
O levantamento também aponta uma tendência de formalização do mercado: 79% das contratações são realizadas sob o regime CLT, sinalizando maior estabilidade e profissionalização da força de trabalho logística.
Isso se deve, também, ao fato de que, de forma geral, o terceiro é mais custoso para o OL do que o funcionário CLT, sendo observada uma proporção de despesas com mão de obra girando em torno de 70/30 para CLTs/terceiros.