De acordo com o Movimento Pró-Logística a diferença de valor do frete hidroviário para o rodoviário é de aproximadamente 53%
Fazer o transporte de cargas pelas hidrovias, além de ser ambientalmente mais sustentável, também representa uma importante economia para as empresas de navegação. Segundo informações do Movimento Pró-logística, que congrega produtores de grãos do estado do Mato Grosso, a diferença de valor do frete hidroviário para o rodoviário é de aproximadamente 53%.
O custo atualmente para o transporte pelas rodovias para mil quilômetros é da ordem de R$ 170 por tonelada. Neste caso, de acordo com o diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, a economia do transporte de grãos pelo modal hidroviário em reais é de 1,58 bilhão por ano, devendo chegar em curto prazo a 4,74 bilhões.
Ferreira afirmou que para o escoamento da produção do agronegócio pela região do Arco Norte, as empresas utilizam trechos que variam de 1.000 a 2.200 km de hidrovias. Essa distância poderia ser ainda maior caso houvesse condições mais adequadas de navegabilidade pelas hidrovias no Norte do país.
Apesar disso, o uso das hidrovias no Arco Norte representa hoje um volume de 20 milhões de toneladas. A projeção do movimento para 2030 é alcançar 60 milhões de toneladas. Segundo Ferreira, atualmente no Brasil só existe uma hidrovia de fato que é a Tietê-Paraná. “As demais são rios por onde se navega”, disse. Portanto, para aumentar de forma significativa o transporte pelas hidrovias seria necessária, segundo ele, a realização de obras como balizamentos, sinalização, dragagens e cartas náuticas em todas elas.
Recentemente o governo federal anunciou a assinatura de contrato para um estudo sobre a viabilidade de privatizar as Hidrovias do Rio Madeira e Tapajós. Já existe a sinalização sobre aplicação do modelo de PPP para as hidrovias do país. Apesar de não querer opinar sobre o estudo que ainda está sendo iniciado, Ferreira frisou que na avaliação do movimento a melhor alternativa seja os “Corredores Logísticos”. Ele explicou que neste modelo é possível concessionar uma rodovia ou ferrovia com a hidrovia, formando assim um corredor. “Temos que pensar fora da caixinha”, pontuou.
Fonte: Portos e Navios
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