19/12/2025

Paridade de gênero na logística exige liderança baseada em competências

 Paridade de gênero na logística exige liderança baseada em competências



A paridade de gênero deixou de ser um ideal abstrato e passou a representar um indicador concreto de competitividade e maturidade empresarial. Em setores estratégicos como a logística, a distância entre discurso e prática ainda é evidente. Conforme relatório da International Labour Organization, globalmente, as mulheres representam cerca de 12% dos trabalhadores em transporte e supply chain.


A logística é um setor repleto de desafios e, por isso mesmo, sabe como lidar com o inesperado, com crises e fluxos complexos. Como protagonistas do motor econômico, as mulheres sabem inovar e antecipar para transformar as necessidades de amanhã em soluções para hoje. E, ainda assim, existe um tema essencial no qual esse mercado permanece atrasado: a paridade de gênero nos cargos de liderança.


Ainda hoje, seja no ambiente operacional ou no escritório, as mulheres continuam sendo minoria. Como falar em inovação, resiliência ou atratividade quando metade dos talentos permanece excluída das posições de liderança? A logística não pode mais operar assim.


Alguns dirão que as coisas estão mudando. Mas a mudança é lenta e tímida. Iniciativas existem, assim como discursos. No entanto, os números são claros: poucas mulheres gerenciam centros logísticos, ocupam cadeiras nos comitês executivos ou têm influência nos conselhos estratégicos. Enquanto essa realidade persistir, privamos de riqueza coletiva e desempenho sustentável.


Mas por que tamanho atraso em um setor reconhecido por sua natureza pragmática e orientada a resultados? Porque vieses conscientes ou não continuam pesando sobre recrutamento e promoções. Muitos ainda usam a desculpa de que o setor é técnico demais ou um ambiente masculino. Essas representações ultrapassadas não refletem as competências das mulheres nem a realidade de um segmento em profunda transformação. Diversidade não é símbolo. É alavanca estratégica.


Para que a mudança seja concreta, é necessário estabelecer metas objetivas e mensuráveis. Empresas do setor têm definido compromissos de alcançar 50% de mulheres em posições de gestão até 2030, com processos de recursos humanos revisados para garantir critérios de avaliação baseados exclusivamente em competências. Iniciativas estruturadas de mentoria feminina e ações de sensibilização cultural também estão em curso, reforçando a mensagem de que igualdade de oportunidades é condição essencial para desempenho e sustentabilidade, não apenas um propósito simbólico.


A logística sempre esteve ancorada na realidade e orientada à performance. É hora de assumir também esse papel na batalha pela equidade de gênero, de fazer da igualdade de oportunidades uma condição de competitividade, e não uma opção. Essa transformação exige um esforço coletivo. Empresas, clientes, parceiros sociais e autoridades públicas devem continuar a trabalhar juntos para harmonizar práticas e monitorar resultados.



Notícias Relacionadas
 Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de Santos

14/05/2026

Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de Santos

A Wilson Sons, operador de logística portuária e marítima com mais de 188 anos no mercado, realizou nesta quarta-feira (13/05), no estaleiro da companhia, no Guarujá (SP), a cerimônia de (...)

Leia mais
 Brado e Alcoa viabilizam operação logística multimodal que reduz emissões e fortalece o corredor logístico nacional

12/05/2026

Brado e Alcoa viabilizam operação logística multimodal que reduz emissões e fortalece o corredor logístico nacional

A Brado Logística, líder nacional em serviços de logística multimodal, e a Alcoa, líder global na produção de bauxita, alumina e alumínio, estão implementando uma nova operação multimoda (...)

Leia mais
 “Porto bom transforma recorde em competitividade nacional”, afirma Roberto Teller

12/05/2026

“Porto bom transforma recorde em competitividade nacional”, afirma Roberto Teller

A Tribuna entrevista diretor de operações da MovectaPode-se afirmar que Roberto Teller, diretor de Operações da Movecta, empresa de logística integrada e comércio ext (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.