24/03/2021

Hamburg Süd prevê crescimento de 5% na exportação este ano

 Hamburg Süd prevê crescimento de 5% na exportação este ano


O ano de 2021 começou aquecido para a Hamburg Süd no Brasil em todas as principais cadeias, tanto de cargas secas quanto refrigeradas. A alta demanda em todos os segmentos se deu em função do represamento do mercado ao longo do ano anterior devido à pandemia da Covid-19. Esse contexto também tem ocasionando, por outro lado, impactos logísticos como problemas de disponibilidade de navios, congestionamentos nos portos, entre outros, pois demanda ainda encontra dificuldade de escoar frente aos efeitos da pandemia. A informação foi dada durante Webinar da empresa sobre a atual situação do mercado e as perspectivas para 2021, realizada neste terça-feira (23).

De acordo com o diretor geral da empresa no país, José Salgado, esses problemas devem persistir ainda ao longo do primeiro semestre do ano, e estabilizar no segundo. Assim, a perspectiva é de que os volumes movimentados continuem crescendo, com previsão de que ocorra um aumento de 5% nas exportações e em torno de 6% nas importações. Ele explicou que aqueles impactos na logística do mercado marítimo vêm provocando o aumento do frete internacional, sem contar no aumento dos combustíveis. Esse custo adicional vem sendo repassado de forma gradual para os clientes. Em alguns casos tem havido renegociações contratuais.

Salgado afirmou que para minimizar esses efeitos é possível buscar a redução da permanência dos navios nos portos, controlar as capacidades, entre outras medidas Entretanto, ele destacou que será o resultado da vacinação em massa o que vai tornar possível retornar ao nível anterior de produção.

Em 2020, houve um aumento de 5% nas exportações, mas uma retração de 5% nas importações. Ao longo do ano ocorreram algumas variações de demanda, mas, a partir do final do ano as exportações caminharam com acentuado crescimento. Os principais produtos de exportação na carga seca foram: madeira, algodão, materiais de construção, papel, tabaco, químicos e no setor de alimentos, ou seja, produtos básicos. Na carga refrigerada o destaque foi para o frango, a carne bovina e frutas.

Mesmo nos meses de janeiro e fevereiro sendo considerados de baixa demanda, a diretora de vendas da empresa, Mariana Lara, frisou que a queda foi observada apenas nas duas primeiras semanas de janeiro. Já para esse mês e abril a perspectiva é de aumento na demanda.

Salgado também comentou a importância do Porto de Santos para as operações da empresa, mas pontuou a preocupação com o comprometimento da capacidade portuária. Ele disse que espera a continuidade dos investimentos em expansão de terminais para garantir mais eficiência, sobretudo com a perspectiva da chegada de navios de 366 metros. Para o diretor isso representou uma grande conquista para o porto, mas que exige custos adicionais de segurança e manobra. Sem contar que navios desse porte podem comprometer a chegada de outros navios pelo volume de carga, o que exigem uma melhor operação logística.

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