16/10/2020

Consumidor busca ‘mercadinho’ na pandemia e grupo Martins dá salto

 Consumidor busca ‘mercadinho’ na pandemia e grupo Martins dá salto


Distribuidora prevê comprar mais 140 caminhões e contratar 400 vendedores

O negócio bilionário do empresário mineiro Alair Martins deve fechar o ano com um salto histórico no faturamento. Sua principal empresa, a Martins Comércio e Serviços de Distribuição - que vende e entrega produtos para pequenos e médios varejistas Brasil afora - se viu, de um mês para outro, sem caminhões o suficiente levar mercadorias, tamanho o aumento da demanda pelo Brasil. Foi preciso recorrer a uma frota de terceiros para, emergencialmente, engordar a frota própria de cerca de 900 veículos. Tudo isso, num ano de pandemia e de retração econômica.

No primeiro e no segundo trimestres deste ano, a receita cresceu ao redor de 40%, na comparação com os mesmos trimestres de 2019, segundo disse ontem ao Valor o presidente da companhia, Flávio Martins.

Ele não revela o valor das vendas, mas afirma que a receita bruta deve fechar o ano com um crescimento de 25% em relação ao ano passado. Isso significará R$ 6,37 bilhões, ante R$ 5,1 bilhões de 2019. Em 2018, o faturamento ficou em R$ 4,7 bilhões.

Para Flávio Martins, que apesar do sobrenome não é parente de Alair Martins, a empresa ganhou terreno porque continuou operando enquanto alguns de seus concorrentes passaram a trabalhar com restrições.

A companhia mantém uma equipe de 3.900 funcionários, principalmente na área administrativa, cerca de 500 vendedores contratados e mais de 4.000 vendedores autônomos.

Mas outros fatores também pesaram. “Como os consumidores estavam com restrição de movimentação, eles passaram a comprar mais nas lojas de bairro”, disse o executivo. E são exatamente essas lojas menores as responsáveis pela maior fatia de vendas do Martins.

“Estamos chegando a 130 mil clientes atendidos mensalmente e esse é um número fantástico. Não existe empresa de distribuição de mercadorias para pequenos e médios varejistas que faça isso no Brasil”, afirma Martins. Para ajudar a uma parte dos varejistas menores durante a pandemia, a companhia estendeu prazos de cobrança. Em alguns casos por até 90

O ritmo de vendas da empresa cresce a um ritmo bem menor agora, no quarto trimestre, do que nos dois trimestres anteriores. Primeiro, diz o presidente da empresa, porque com a flexibilização da quarentena em diversos Estados as famílias voltaram a consumir mais fora de casa e a depender menos de canais de distribuição que são clientes do Martins. S

Ainda assim, o cenário para 2021 traçado pelos acionistas e pelo executivo é positivo e a ideia é repetir o crescimento de 25% esperado para este ano.

Até dezembro, a empresa planeja contratar mais 400 vendedores. Para reforçar a logística, está em processo de aquisição de mais 140 caminhões. E planeja investir em mais veículos no próximo ano.

Em quase 70 anos de operação, a companhia tem como um de seus pontos fortes o alcance de sua atuação. Em setembro, por exemplo, o Martins atendeu a clientes em 5.546 municípios - 99,5% do total do país.

A companhia abastece, principalmente, o varejo alimentar e farmacêutico, lojas de eletrônicos e informática, de material de construção e também de produtos veterinários.

O grupo Martins é formado ainda por empresas da área financeira, como o Tribanco e a Tricard, distribuidora de cartões; pela Martins corretora de seguros; e pela Única, empresa de distribuição de máquinas de pagamento.

Fonte: Valor Econômico

Notícias Relacionadas
 Santos Brasil tem cerca de 250 vagas de trabalho abertas no Tecon Santos

20/02/2024

Santos Brasil tem cerca de 250 vagas de trabalho abertas no Tecon Santos

A Santos Brasil está com cerca de 250 postos de trabalho abertos no Tecon Santos – 200 delas, aproximadamente, para trabalhadores com registro ou cadastro no Ogmo/Santos (Órgão Gestor de (...)

Leia mais
 Governo definirá rede de rodovias mais relevantes do País e poderá federalizar estradas regionais

19/02/2024

Governo definirá rede de rodovias mais relevantes do País e poderá federalizar estradas regionais

O Ministério dos Transportes criou um grupo de trabalho que definirá a Rede Nacional de Integração (Rinter), um conjunto de rodovias consideradas as mais importantes do País. Na prática, (...)

Leia mais
 Mercado de galpões logísticos em SP tem recorde de locações em 2023

16/02/2024

Mercado de galpões logísticos em SP tem recorde de locações em 2023

O ano de 2023 foi recorde em termos de locações no mercado de galpões logísticos no Estado de São Paulo, de acordo com pesquisa da consultoria imobiliária JLL. O resultado indica demanda (...)

Leia mais

© 2024 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.