19/12/2022

Análise econômica da CNT traz perspectiva de que a atividade econômica em 2023 exigirá atenção dos transportadores

 Análise econômica da CNT traz perspectiva de que a atividade econômica em 2023 exigirá atenção dos transportadores



Fim de ano é hora de o transportador parar para ver até onde conseguiu avançar em seus negócios em 2022 e para onde direcionar os empreendimentos no próximo ano. Para contribuir com essa análise, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizou a palestra Cenário Macroeconômico e Perspectivas para 2023, voltada a representantes do setor de transporte. A exposição ficou a cargo do economista da LCA Consultoria Econômica, Bráulio Borges, que tem ampla experiência na área.


De acordo com Bráulio, economia e política devem caminhar muito juntas no próximo ano. Os maiores desafios a serem superados estão relacionados às perspectivas de desaceleração econômica global e inflação alta e risco fiscal no cenário doméstico. “Seguindo a tendência internacional, o Brasil deve ter um crescimento fraco”, avalia. O especialista acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve ficar abaixo de 1%. “Para a economia mundial, a frustação é bastante expressiva. Uma situação de flerte com a recessão branda e relativamente breve e taxas de juros mais elevadas, no contexto geral”, avalia.


A expectativa da LCA em relação à formação e ao mandato do novo governo é o que, internamente, devem influenciar fortemente o cenário econômico brasileiro. Para o transportador, pontos importantes são a reforma tributária e o preço dos combustíveis. Caso o setor de serviços, do qual o transporte faz parte, venha a sofrer com um eventual aumento de carga tributária, o transportador terá um maior custo para os seus negócios.


Por outro lado, Bráulio acredita que um novo arcabouço fiscal pode trazer benefícios em termos de investimento, além da possibilidade de atração de capital com a retomada da agenda climática global. “Esse é o ambiente que o Brasil vai encarar ano que vem. O pior momento é a virada de 2022 para 2023. Algum alívio, só na metade do segundo semestre”, conclui.



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