19/05/2026

Wilson Sons planeja expansão do Tecon Rio Grande para atender navios maiores e mercado do Cone Sul

 Wilson Sons planeja expansão do Tecon Rio Grande para atender navios maiores e mercado do Cone Sul



A Wilson Sons, operador de logística portuária e marítima, com mais de 188 anos de atuação, prevê a expansão do Tecon Rio Grande (RS) por meio de um investimento superior a R$ 1,1 bilhão em infraestrutura portuária até 2030. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade operacional do terminal e atender à crescente demanda de logística do Rio Grande do Sul e do Cone Sul, reforçando a competitividade regional e a infraestrutura da economia brasileira.


A necessidade de ampliação acompanha um movimento já em curso, impulsionado pelo crescimento da produção dos exportadores e pelo aumento do transbordo de contêineres provenientes de países como Uruguai, Argentina e Paraguai. Nesse contexto, os investimentos tornam-se essenciais para evitar gargalos logísticos e garantir a continuidade da alta performance operacional do terminal e atendimento a navios cada vez maiores.


Entre as principais iniciativas está a ampliação do cais, que passará dos atuais 900 metros para 1.200 metros. A expansão permitirá a operação simultânea de até três navios de grande porte, especialmente da classe New Panamax, com 366 metros de comprimento e predominantes nas rotas internacionais. O objetivo é assegurar a manutenção do porto como hub de cargas na região do Cone Sul (Argentina, Uruguai e Paraguai), operando os navios de maior porte que atracam na costa brasileira.


"A ampliação responde diretamente à necessidade de garantir o escoamento da produção de exportadores gaúchos e do Cone Sul, além de atender a importadores, que dependem da eficiência do porto para manter a competitividade do Rio Grande do Sul no mercado nacional e internacional. Se esses investimentos fossem postergados, haveria risco de restrições operacionais relevantes, como filas de navios, omissões de escala e desvio de cargas para outros portos, com impacto direto sobre o custo logístico do Estado", afirma Paulo Bertinetti, diretor-presidente do Tecon Rio Grande.


Eficiência logística e geração de empregos


O projeto inclui ainda a ampliação da retroárea, a pavimentação de mais de 180 mil metros quadrados e a aquisição de novos equipamentos, como três guindastes de cais (STS), 14 guindastes de pátio (RTGs) e 26 tratores. Todos são elétricos, com automação embarcada e operação remota, além de sistemas de telemetria de última geração para monitoramento dos ativos.


O investimento também deve impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região, com a geração estimada de cerca de 220 empregos diretos, além de 500 durante as obras e mais de 5 mil postos indiretos ao longo da cadeia logística. "Investimentos dessa magnitude tendem a gerar novas oportunidades ao longo das diferentes etapas do projeto e das operações, contribuindo para o fortalecimento da economia local", complementa Bertinetti.


A obra não é apenas uma expansão física, é a garantia de que o Rio Grande do Sul continuará conectado diretamente aos principais mercados globais, evitando custos extras de transbordo em outros portos


A expansão ocorre em um cenário de crescimento contínuo da produção regional e da demanda crescente por infraestrutura logística adequada.


Atualmente, o Tecon Rio Grande funciona como principal porta de entrada e saída de insumos e produtos da economia gaúcha e de todo o Cone Sul. Entre as cargas de origem brasileira, destacam-se, nas exportações, frango congelado, carne suína, tabaco, arroz, resinas, celulose e móveis; e, nas importações, partes e peças, máquinas, produtos químicos e artigos de aço. Já no fluxo proveniente dos países vizinhos, o terminal agrega cargas em transbordo que incluem carne bovina, partes e peças, madeira, produtos químicos, máquinas, resinas, equipamentos eletrônicos e sementes.


Com o projeto, o terminal reforça seu papel como infraestrutura estratégica para o escoamento da produção do Sul do país e para a integração logística do Cone Sul. Em um cenário de transformação acelerada do transporte marítimo, a adequação da capacidade portuária deixa de ser diferencial e passa a ser condição para a competitividade do Brasil no comércio internacional.


Fonte: TN Petróleo



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