05/10/2022

Tegma inicia operações com uso de energia limpa

 Tegma inicia operações com uso de energia limpa



A Tegma Gestão Logística, liderada pela sua aceleradora de startups e inovações TegUP e em parceria com a Plug.in Mobility, startup que realiza o transporte de veículos utilizando caminhões movidos a energia elétrica, iniciou, ainda em caráter experimental, a utilização de caminhões plataformas 100% elétricos para a locomoção de cargas leves e em distâncias curtas. Dessa forma, a operadora logística começa a avaliar as potencialidades e os benefícios dessa alternativa não poluente para realizar o transporte de veículos.


Um dos pontos que estão sendo observados é a autonomia de percurso. A Plug.in Mobility desenvolveu um sistema de recarga que possibilita duplicar a autonomia, dos 200 km normalmente alcançada pelos veículos elétricos, para 400 km. 


“Como a infraestrutura e a disponibilidade para recarga de veículos elétricos no Brasil está em desenvolvimento, mas deve ser ampliada de forma significativa nos próximos anos, é fundamental, neste momento, um planejamento logístico que vise o atendimento de rotas fixas, acompanhado da definição dos locais de parada para recarga do pack de baterias, conforme autonomia do equipamento que será utilizado para realizar o transporte”, diz José Renato Ferreira, gerente de Projetos da Divisão de Logística de Veículos da Tegma.


Esse modelo de caminhão plataforma elétrico também será testado pela Tegma, dentro da parceria com a Plug.in Mobility, para a locomoção de cargas especiais. Está em estudo, por exemplo, a implantação de plataforma fechada para levar carros-protótipos de montadoras. 


Carretas cegonhas


A parceria entre as empresas estuda, ainda, a possibilidade de adaptação para o uso de energia elétrica no lugar de diesel dos cavalos mecânicos que transportam um número maior de veículos, as chamadas cegonhas. 


A Plug.in Mobility também desenvolveu um carregador rápido, denominado Super Charger, que permite recarregar a bateria em apenas duas horas. Normalmente o processo demora entre 12 e 14 horas. Essa adaptação aponta uma autonomia de 600 km, cobrindo, assim, distâncias maiores e aumentando a produtividade.


Segundo José Carlos de Souza Filho, gerente de Inovação da Tegma, a iniciativa está alinhada à preocupação da companhia com a sustentabilidade. “A empresa vê no uso de energia limpa uma possibilidade concreta de contribuir para a redução da poluição e preservação do meio ambiente”, destaca.


Fonte: Tecnologística



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