No setor de logística e mobilidade, negócios como Milênio Bus e Pedivela ganham destaque no estudo Onda Verde, desenvolvido pela plataforma de inovação multisetorial Climate Ventures e o think tank Pipe.Labo.
A Milênio resolve o problema de linhas de ônibus urbanos com má distribuição de veículos através de um sistema de “smartflow”, que detecta a lotação no transporte coletivo em tempo real.
“A empresa surgiu com o objetivo de melhorar a vida do passageiro que pega ônibus lotado todos os dias e demora muito para chegar ao trabalho”, conta o cofundador Marcel Ogando. “Especialmente agora na pandemia, planejar a operação sob demanda é algo necessário.”
Atualmente, as frotas de mais de 10 empresas brasileiras já utilizam o smartflow da Milênio. “Começamos a comercializar o produto recentemente, mas já foi possível perceber uma melhoria de 15% na eficiência da operação de um dos nossos clientes”, exemplifica Ogando. “Muita coisa boa ainda está por vir.”
No caso da Pedivela, a semente da iniciativa brotou quando o fundador Rafael Darrouy, então estudante de medicina, estava andando de bicicleta e foi atropelado. “O motorista ainda passou duas vezes por cima da bike”, conta. Foi aí que ele decidiu virar ativista e lutar pela mobilidade urbana. A Pedivela nasceu com o propósito de tirar pequenos caminhões, motos e carros da rua e colocar as bikes.
A empresa tem pequenos pontos de distribuição (contêineres) que recebem as cargas de vendas de e-commerce e recruta um exército de ciclistas para fazer as entregas finais. “Temos prazos e custos competitivos para uma entrega limpa”, explica Darrouy. Eles também oferecem capacitação para os ciclistas.
Nosso programa é tipo uma Empretec do Sebrae, que capacita os ciclistas para abrirem a própria empresa”, diz. Aos que se destacam, dão uma consultoria mais próxima, abrindo a rede de contatos da Pedivela e trazendo investidores, como forma de igualar oportunidades para quem não partiu do mesmo ponto desde o início.
Produtores da floresta e do campo\
Conectando pequenos produtores amazônicos de artesanato, moda e produtos gastronômicos ao mercado consumidor nacional, a Amazônia em Casa, Floresta em Pé nasceu como desdobramento do Lab Amazônia - Desafio de Logística e Comercialização dos Produtos da Biodiversidade, realizado pela Climate Ventures com Idesam e PPA.
Segundo a coordenadora Floriana Breyer, o projeto é composto por diversos integrantes, com destaque para dois atores de peso que foram fundamentais para que a solução ganhasse escala: Mercado Livre e o operador logístico multimodal Costa Brasil.
“Nossa meta para 2021 é expandir o ecossistema atraindo parcerias que possam emprestar suas capacidades e abrir espaço para a Amazônia dentro dos seus modelos de funcionamento”, diz Breyer.
“Ao trazer esses produtos para casa, o consumidor não está só adquirindo coisas gostosas ou bonitas, mas apoiando o desenvolvimento de uma cadeia de produção de famílias que são os verdadeiros guardiões da floresta”, acrescenta o co-coordenador Vitor Galvani.
No caso da Maneje Bem, cofundada pela bióloga Juliane Mendes, a empresa oferece uma tecnologia de inteligência para o desenvolvimento da agricultura familiar. “Minhas sócias e eu estávamos terminando a pós-graduação quando vimos um edital do Social Good Brasil com uma chamada para ajudar ideias de negócios que resolvessem algum problema social.”
No final do processo, abriram uma primeira empresa de consultoria, mas não conseguiram atender ao número de agricultores que queriam. Aí a tecnologia entrou em cena. “O Maneje Bem começou com um grupo no WhatsApp que foi criado para conectar técnicos e agricultores de todos os cantos do País.” E o grupo foi crescendo.
Para organizar todo o conhecimento compartilhado por lá, as sócias então desenvolveram a plataforma gratuita Maneje Bem, que já recebeu mais de 490 mil visitantes. “Acreditamos que a comunicação rural é a chave para impulsionar a agricultura sustentável e o desenvolvimento humano nas comunidades rurais”, afirma Mendes.
A empresa também oferece um serviço de auxílio no desenvolvimento dessas comunidades junto a grandes compradores de matéria-prima agrícola. “Queremos melhorar a qualidade de vida dessas pessoas que são responsáveis por mais de 70% dos alimentos que chegam até a nossa mesa todos os dias”, ela conclui.
20/12/2024
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