18/01/2021

"Piloni: corredor hidroviário e BR 163 reduziram os custos logísticos em 30% no Arco Norte"

 "Piloni: corredor hidroviário e BR 163 reduziram os custos logísticos em 30% no Arco Norte"


O investimento em infraestrutura do Arco Norte está entre as prioridades do Ministério da Infraestrutura. Isso porque aquela região tem se tornado uma das mais importantes saídas da carga do agronegócio, especialmente do estado do Mato Grosso. Em razão disso, o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, afirmou que já existem R$ 10 bilhões de recursos em obras em andamento, tanto para o setor portuário quanto hidroviário. A afirmação foi feita durante o Podcast ‘Caminhos do Brasil’, promovido pelo Ministério da Infraestrutura, realizado na última quarta-feira (13).

As hidrovias representam importantes vias de escoamento do grão pelo Norte do país. E de acordo com Piloni os investimentos feitos em 2020 no corredor hidroviário, especialmente nas hidrovias dos Rios Madeira e Tapajós, somadas à pavimentação do BR-163, já contribuíram para a redução dos custos logísticos na ordem de 30%. Atualmente a Hidrovia do Madeira vem passando por obras de dragagens.

Ele lembrou ainda que as fases preliminares do projeto do derrocamento do Pedral do Lourenço no Rio Tocantins estão em andamento e que a as obras terão início ainda este ano. Piloni ressaltou que esta obra é de extrema importância para o Arco Norte, pois vai possibilitar o “destravamento” da hidrovia para o transporte de cargas e redução dos custos logísticos.

O Pedral possui 35 quilômetros de extensão e fica localizado entre as Ilhas Bogéa e o município de Santa Terezinha do Tauri, no estado do Pará. A obra consiste no desmonte de rochas que ficam próximas à represa de Tucuruí. Segundo informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), considerando a variável profundidade na região dos pedrais, o empreendimento aumentará a capacidade navegável de 18% para 98%. Já levando em consideração a velocidade da correnteza, a capacidade deve ir para 30%.

Piloni afirmou também que as realizações em infraestrutura em 2020 permitiram a redução em 11% do frete agrícola no país.

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