12/10/2020

Para reduzir impactos da estiagem, DNIT realiza dragagem nos pontos críticos no Amazonas

 Para reduzir impactos da estiagem, DNIT realiza dragagem nos pontos críticos no Amazonas


Um dos primeiros efeitos da estiagem é a redução da quantidade de carga nos navios, o que pode provocar desabastecimento na região.

Embora a estiagem na região amazônica se repita ao longo dos anos, o conhecimento de tal fenômeno ainda não tem sido suficiente para que medidas de contenção de impactos sejam tomadas. E em 2020 os problemas relacionados à falta de chuvas se repetem e preocupam, sobretudo, regiões que necessitam da navegação para o recebimento de insumos para o consumo e indústria. Um dos primeiros efeitos da estiagem é a redução da quantidade de carga nos navios. Para tentar reduzir impactos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que vem realizando dragagem dos trechos mais críticos.

A dragagem vem acontecendo no Rio Madeira, que vem sofrendo intenso assoreamento e onde já está perceptível a redução de profundidade no local. Outra medida adotada pela autarquia é a elaboração do Plano de Monitoramento Hidroviário do Rio Amazonas, por meio do qual será realizado o levantamento das intervenções necessárias para a estruturação técnica e operacional dessa hidrovia. Além disso, vem licitando serviços de desassoreamento em instalações portuárias de pequeno porte (IP4) na Amazônia.

A Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (Abac) também vem dialogando constante com o DNIT, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, Secretaria Nacional de Portos e Transporte Aquaviário, entre outros órgãos para que mais ações sejam tomadas. Entre as medidas estão a instalação de régua de nível automatizada nos locais críticos, levantamento batimétrico, dragagem mais frequente e o estabelecimento de rotas seguras para a navegação.

De acordo com a Abac, para atingir Manaus, dois trechos têm sido mais críticos para a navegação de cabotagem. Um deles é a passagem do Tabocal, a poucas horas de Manaus, que com a estiagem limita a passagem apenas com luz do dia e exige uma folga mínima abaixo da quilha, não permitindo o carregamento máximo de alguns navios que operam na região. "O melhor conhecimento da passagem no tocante ao perfil do fundo, bem como o real nível do rio naquele local, é de extrema importância para que se otimize o navio, atendendo a região com maior eficiência”, disse. O ponto é o Rio Madeira que sofre com o assoreamento.

A navegação de cabotagem é a responsável por conectar logisticamente essa região às demais partes do país. Nesta conexão, a Abac destaca o envio dos insumos para as pessoas que vivem na região e para a indústria lá localizada, bem como pelo escoamento da produção da Zona Franca de Manaus. Com a estiagem na região, algumas passagens impõem restrições de calado para a embarcação e, portanto, reduz a capacidade de carga com impacto direto à região.

Para tentar mitigar os efeitos da estiagem, a empresa Aliança Navegação vem disponibilizando uma embarcação adicional para atender a demanda local. Isso em razão da necessidade de navegar com navios mais vazios para evitar o encalhe devido ao peso.

Fonte: Portos e Navios

Notícias Relacionadas
 Brado Logística realiza operação com trens “double stack” movimenta 468,8 mil/t no 1S26

23/10/2026

Brado Logística realiza operação com trens “double stack” movimenta 468,8 mil/t no 1S26

A operação de trens com dois contêineres empilhados, conhecida como “double stack” movimentou 468,8 mil toneladas de produtos pela Brado Logística no primeiro semestre de 2026 (...)

Leia mais
 Vacância de condomínios logísticos cai a 4,2% e absorção atinge recorde no Brasil

22/10/2026

Vacância de condomínios logísticos cai a 4,2% e absorção atinge recorde no Brasil

Inventário nacional chega a 33,6 milhões de m², enquanto novas entregas avançam 60% no terceiro trimestre e e-commerce responde por seis das dez maiores locaçõesA (...)

Leia mais
 Na JSL, a ordem é reduzir a dívida e gerar caixa

21/10/2026

Na JSL, a ordem é reduzir a dívida e gerar caixa

Sob o comando de Guilherme Sampaio, a companhia foca no controle da dívida, fortalece a geração de caixa e avança na intralogística para ampliar a presença nos clientes< (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.