27/01/2021

MadeiraMadeira abrirá 120 lojas físicas em 2021

 MadeiraMadeira abrirá 120 lojas físicas em 2021


A MadeiraMadeira, startup curitibana que ganhou status de "unicórnio" ao ser avaliada em US$ 1 bilhão neste início de ano, pretende abrir 120 lojas durante 2021. A marca tem atualmente 10 pontos de venda físicos e deve, portanto, chegar a 130 até dezembro. Chamadas de guide shops, elas são espaços pequenos que permitem conhecer ao vivo alguns produtos e fazer encomendas online. Os lançamentos serão nas regiões Sul e Sudeste do País, onde já funcionam as lojas atuais.

Essa estratégia é uma forma mais barata de ganhar presença física e, assim, conquistar mais confiança do consumidor. "Depois da primeira visita, o cliente perde o medo, entende como funciona e passa a comprar sozinho no site", diz Eduardo Yamashita, diretor de operações da consultoria de varejo Gouvêa. Para ele, este é um modelo que faz sentido para outras marcas com apelo digital e que também precisam educar o cliente à cultura do e-commerce.

Um estudo sobre o comportamento do consumidor brasileiro realizado pela plataforma integrada de pagamentos da empresa Adyen, o Adyen Retail Report, mostra que, de fato, a variedade de canais é importante para esse público. Perguntados se seriam mais leais a um varejista que permitisse comprar online e devolver na loja física, 71% dos pesquisados concordaram com essa afirmação. Apenas 5% discordaram e 24% ficaram neutros.

Já 77% disseram que seriam mais fiéis a um varejista que permitisse comprar, de dentro da loja, um item esgotado no local, porém disponível online. Nesse caso, o item seria enviado diretamente para sua residência. Apenas 6% discordaram da afirmação e 18% ficaram neutros. A Adyen é parceira da MadeiraMadeira na expansão das guide shops.

"Essa é mais uma etapa no repensar do papel da loja. Estar mais próximo do consumidor com custo menor de implantação e mais pontos de contato", considera Yamashita. Das principais empresas de e-commerce presentes no Brasil, apenas o Mercado Livre e a Amazon não têm lojas físicas como parte de sua logística.

Para o Magazine Luiza, a Via Varejo e à própria Lojas Americanas - controladora do filhote digital B2W - a integração dos pontos de venda físicos e a compra online tem sido fundamental para facilitar a logística de entregas e fazer o produto viajar menos até o cliente.

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