22/10/2026

Vacância de condomínios logísticos cai a 4,2% e absorção atinge recorde no Brasil

 Vacância de condomínios logísticos cai a 4,2% e absorção atinge recorde no Brasil



Inventário nacional chega a 33,6 milhões de m², enquanto novas entregas avançam 60% no terceiro trimestre e e-commerce responde por seis das dez maiores locações


A taxa de vacância dos condomínios logísticos de alto padrão no Brasil recuou para 4,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice da série histórica, segundo levantamento da Colliers. No mesmo período, a absorção bruta atingiu o recorde de 1,5 milhão de m², indicando a continuidade da demanda por espaços logísticos, mesmo com o aumento da oferta.


Entre julho e setembro, foram entregues 819 mil m² de novos espaços, volume 60% superior ao registrado no segundo trimestre. Com as incorporações, o inventário nacional chegou a 33,6 milhões de m², alta de 10% em 12 meses. Ainda assim, a procura absorveu os novos empreendimentos e contribuiu para a redução da disponibilidade de áreas.


O comércio eletrônico permaneceu entre os principais motores da demanda. Empresas do segmento responderam por seis das dez maiores locações realizadas no trimestre, movimento associado à expansão das operações de distribuição e à busca por instalações capazes de atender grandes volumes e prazos de entrega menores.


A baixa vacância também se reflete nos preços. O valor médio pedido de locação no país se aproxima de R$ 33/m² por mês, mantendo a trajetória de alta observada ao longo de 2026.


Para Ricardo Betancourt, CEO da Colliers, a absorção dos novos empreendimentos demonstra que a demanda segue sustentando a expansão do setor. “A baixa oferta de espaços em ativos de alto padrão construtivo nos principais centros consumidores tem intensificado a competição por imóveis bem localizados”, afirma.


Segundo o executivo, a expectativa para os próximos trimestres é de manutenção da vacância em níveis reduzidos e continuidade da pressão de alta sobre os aluguéis, tanto nas novas negociações quanto nos reajustes contratuais.


FONTE: TECNOLOGÍSTICA


Crédito da imagem: Masa



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