02/03/2021

Cabotagem e exportações alavancam em 15% movimentação de granéis líquidos

 Cabotagem e exportações alavancam em 15% movimentação de granéis líquidos


A movimentação de granéis líquidos cresceu 14,8% em 2020, na comparação com o ano anterior, de acordo com o estatístico aquaviário 2020 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). As 289,5 milhões de toneladas dessa categoria de carga movimentadas no ano passado refletiram principalmente a cabotagem entre plataformas de petróleo e portos (62% das operações) e parte da carga por exportação, por longo curso (22% das movimentações), que registrou incremento de 33% no período.

O superintendente de desempenho, desenvolvimento e sustentabilidade da Antaq, José Renato Fialho, destacou que, considerando o crescimento total de 46 milhões de toneladas, houve 80% do crescimento da navegação portuária somente em granéis líquidos. A movimentação de granéis líquidos se concentrou principalmente em terminais de uso privado (TUPs). Fialho citou o TPET/T-Oil, no Porto do Açu (RJ), que expandiu em 53% sua movimentação sobre os números de 2019. O terminal, instalado em 2016, movimentou 10,3 milhões de toneladas nos últimos anos, ficando à frente  das 9 milhões/t operadas no Tebar (SP) e das 8,3 milhões/t no Tebig (RJ).

O gerente de estatística e avaliação de desempenho, Fernando Serra, explicou que os números da Antaq não incluem a movimentação de petróleo que sai em alto-mar, diretamente das plataformas em operações de ship-to-ship. "Operações STS são bastante significativas. Tentamos fazer equivalência porque a ANP \[Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] mede em barris, existem \[critérios de] densidade (...). Pela regra da Receita Federal, a alocação fiscal é da região/porto mais próximo. Mas esses números não estão aí. Pegamos STS e atracações em portos efetivos", ponderou Serra durante apresentação do estatístico 2020.

Na ocasião, o secretário nacional de portos e transportes aquaviários, Diogo Piloni, disse que o mercado de petróleo e gás deve ser objeto de atenção devido a seu potencial. "Será importante o BR do Mar e novas regras de afretamento para dar vazão a esse crescimento a custo razoável para que continuemos a ser competitivos. O mercado de O&G puxou o aumento da movimentação, junto com a produção dos granéis agrícolas. É um mercado que precisamos estar atentos", salientou Piloni.

Notícias Relacionadas
 O cenário do transporte rodoviário de cargas no Brasil em novo panorama de transportes

26/06/2026

O cenário do transporte rodoviário de cargas no Brasil em novo panorama de transportes

O transporte rodoviário de cargas continua sendo o principal pilar da logística brasileira, respondendo por 68,5% da movimentação de mercadorias em Tonelada-Quilômetro (TKU) e por 84,3% (...)

Leia mais
 Brado Logística avança na descarbonização do transporte rodoviário com uso de GNL no Maranhão

26/06/2026

Brado Logística avança na descarbonização do transporte rodoviário com uso de GNL no Maranhão

Em meio ao avanço da agenda ESG no setor logístico, alternativas energéticas de menor impacto ambiental vêm ganhando espaço no transporte de cargas brasileiro. Nesse cenário, a Brado Log (...)

Leia mais
 Operadores logísticos defendem ajustes nas operações durante a Copa do Mundo, revela ABOL

24/06/2026

Operadores logísticos defendem ajustes nas operações durante a Copa do Mundo, revela ABOL

Megaeventos globais influenciam diretamente a programação dos operadores logísticos no Brasil e a Copa do Mundo é um exemplo claro desse impacto. É o que revela uma pesquisa da Associaçã (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.