14/10/2025

Brasil amplia em 279km a malha hidroviária economicamente navegável

 Brasil amplia em 279km a malha hidroviária economicamente navegável



m dois anos, o Brasil ampliou em 279 quilômetros a extensão total de suas vias hidroviárias economicamente navegáveis. O número passou de 20,1 mil quilômetros, em 2022, para 20,4 mil quilômetros, em 2024, um crescimento de 1,39%. Os dados fazem parte do Estudo de Vias Aquaviárias Interiores Economicamente Navegáveis (VEN), produzido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a cada dois anos, e aprovado nesta quinta-feira (9) durante Reunião Ordinária de Diretoria (ROD).


Entre 2023 e 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) prevê R$ 30 bilhões em investimentos em concessões no setor portuário e hidroviário, fortalecendo a infraestrutura logística nacional e ampliando a participação do transporte aquaviário na economia brasileira. “Os investimentos em infraestrutura hidroviária são fundamentais para tornar o transporte mais eficiente, reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade, fortalecendo toda a cadeia econômica e produtiva do país”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.


O levantamento da Antaq sobre a matriz de transporte hidroviário de cargas e passageiros, com base em dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), traz um panorama detalhado por região hidrográfica, confirmando o protagonismo do Norte, que apresentou o maior crescimento da malha, com 3,56% de acréscimo.


Com a atualização a proporção entre a malha hidroviária economicamente navegável (20,4 mil km) e a prevista no Plano Nacional de Viação (PNV), de 41,7 mil km, passou para quase 49%, revelando o grande potencial ainda a ser explorado. Estudos apontam que o Brasil possui mais de 42 mil quilômetros de rios navegáveis, enquanto apenas cerca de 20 mil quilômetros estão em uso.


O modal é considerado um dos mais sustentáveis, pois emite até cinco vezes menos poluentes que o transporte rodoviário e 1,5 vez menos carbono que o ferroviário. Além de reduzir custos de operação e implementação, as hidrovias também aumentam a segurança logística, com menor índice de acidentes e roubos de carga.


A expectativa é de que, com a expansão das concessões, a movimentação de cargas alcance entre 25 e 30 milhões de toneladas por ano até 2030. O transporte hidroviário tem se mostrado uma alternativa competitiva e ambientalmente vantajosa para o escoamento de grãos, minérios e outros produtos destinados à exportação.


Hidrovia do Paraguai
O Plano Geral de Outorgas (PGO 2023), elaborado pela Antaq e aprovado pelo MPor, definiu seis hidrovias como prioritárias para concessão: rios Madeira, Tapajós, Tocantins e Paraguai, além de Barra Norte (Hidrovia Verde) e Lagoa Mirim (RS).


A Hidrovia do Paraguai será a primeira a ter edital publicado, previsto para o primeiro semestre de 2026. Com cerca de 600 quilômetros de extensão em território brasileiro, a hidrovia é estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste. A concessão compreende o Tramo Sul, o Canal do Tamengo e as infraestruturas associadas, abrangendo o trecho entre Corumbá (MS) e a foz do Rio Apa.


Com a futura concessão, o espaço contará com calado operacional de 3 metros em períodos de cheia e de 2 metros na estiagem, garantindo trafegabilidade durante a maior parte do ano. A próxima etapa será a consolidação dos estudos finais, que serão submetidos ao Tribunal de Contas da União (TCU). Após a aprovação do órgão de controle, o edital será publicado e o leilão poderá ser realizado.


Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos



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