21/07/2026

ANTT atualiza a tabela do frete; veja o que muda para transportadoras e embarcadores

 ANTT atualiza a tabela do frete; veja o que muda para transportadoras e embarcadores



A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou na última semana, no Diário Oficial da União (DOU), a atualização dos pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de cargas. A revisão, prevista na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, entrou em vigor na data da publicação e altera os valores de referência que devem ser observados na contratação dos serviços.


Os novos coeficientes refletem principalmente a variação do preço do óleo diesel, principal componente do custo operacional do transporte rodoviário. Pela legislação, a tabela deve ser atualizada sempre que houver oscilação igual ou superior a 5% no preço do combustível, além das revisões semestrais obrigatórias.


Na prática, a tabela estabelece o valor mínimo que deve ser pago aos transportadores conforme o tipo de carga, número de eixos do veículo e distância percorrida. O objetivo é garantir uma remuneração capaz de cobrir os custos da operação e evitar a contratação de fretes abaixo do mínimo legal.


Embora a atualização seja automática, seus efeitos costumam repercutir por toda a cadeia logística. Em períodos de maior volatilidade dos combustíveis, embarcadores e transportadores precisam renegociar contratos com maior frequência para acompanhar a evolução dos custos operacionais.


Essa necessidade de revisão permanente foi destacada em reportagem publicada pela Transporte Moderno em março, que mostrou como o aumento dos custos do diesel vem pressionando as negociações entre transportadoras e clientes. Na ocasião, especialistas afirmaram que o piso do frete deve ser visto como uma referência mínima prevista em lei, mas que a sustentabilidade das operações depende de negociações capazes de refletir também outras despesas que afetam diretamente o transporte 


“O diesel representa uma parcela importante do custo operacional, mas não é o único fator que impacta a rentabilidade das empresas. Custos financeiros, manutenção, pneus, mão de obra e a própria disponibilidade de caminhões também precisam entrar na conta”, destacou o economista Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral, em entrevista à Transporte Moderno.


Na mesma reportagem, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, chamou atenção para a necessidade de preservar o equilíbrio econômico da atividade. “Não existe transporte eficiente sem remuneração adequada. Quando o frete deixa de cobrir os custos da operação, toda a cadeia perde competitividade”, afirmou.


A atualização da tabela também reforça a importância do cumprimento da legislação. A contratação de fretes abaixo dos pisos mínimos pode resultar em sanções aplicadas pela ANTT, que intensificou nos últimos anos a fiscalização do cumprimento da política de preços mínimos.


Os novos valores passam a valer para todas as contratações realizadas a partir da publicação da resolução e podem ser consultados nos anexos da norma, que apresentam coeficientes específicos para cargas gerais, granel, frigorificadas, perigosas, neogranel e transporte de alto desempenho, entre outras modalidades.


Fonte: Transporte Moderno



Notícias Relacionadas
 Brado Logística realiza operação com trens “double stack” movimenta 468,8 mil/t no 1S26

23/10/2026

Brado Logística realiza operação com trens “double stack” movimenta 468,8 mil/t no 1S26

A operação de trens com dois contêineres empilhados, conhecida como “double stack” movimentou 468,8 mil toneladas de produtos pela Brado Logística no primeiro semestre de 2026 (...)

Leia mais
 Vacância de condomínios logísticos cai a 4,2% e absorção atinge recorde no Brasil

22/10/2026

Vacância de condomínios logísticos cai a 4,2% e absorção atinge recorde no Brasil

Inventário nacional chega a 33,6 milhões de m², enquanto novas entregas avançam 60% no terceiro trimestre e e-commerce responde por seis das dez maiores locaçõesA (...)

Leia mais
 Na JSL, a ordem é reduzir a dívida e gerar caixa

21/10/2026

Na JSL, a ordem é reduzir a dívida e gerar caixa

Sob o comando de Guilherme Sampaio, a companhia foca no controle da dívida, fortalece a geração de caixa e avança na intralogística para ampliar a presença nos clientes< (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.