11/12/2023

Caso veto ao PL 334/2023 não seja derrubado, Operadores Logísticos estimam  demissão de 16 mil funcionários e fechamento de 18 mil novas vagas em 2024



Caso o veto ao PL 334/2023 não seja derrubado pelo Congresso Nacional antes do recesso legislativo - previsto para ter início no próximo dia 22 -, os impactos serão sentidos pelos maiores Operadores Logísticos do País já em janeiro. Conforme recente levantamento realizado pela Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL), as empresas filiadas à entidade irão demitir cerca de 16 mil funcionários em 2024, além de fecharem as 18 mil novas vagas previstas para serem abertas no próximo ano, se o Projeto da desoneração da folha de pagamento não for prorrogado. 


Os dados obtidos pela ABOL preveem, ainda, impactos financeiros na ordem de meio bilhão de reais, também só em 2024. O prejuízo está ligado ao cancelamento de projetos logísticos, contratos atuais que não poderão ser atualizados na mesma proporção, entre outros fatores. De acordo com a diretora presidente da Associação, Marcella Cunha, os cálculos são conservadores, pois são resultado de uma média. Há Operadores que sentirão os efeitos de forma ainda mais agressiva, comprometendo, significativamente, o futuro da empresa. 


Os Operadores Logísticos são empresas que prestam serviços integrados de logística (transporte, por qualquer modal, armazenagem e gestão de estoque) a praticamente todas as atividades econômicas desenvolvidas no País, do agronegócio ao e-commerce. Por esse motivo, atuam em todos os estados brasileiros, contando com um expressivo número de instalações (galpões, centros de distribuição, terminais) e de contratação de colaboradores pela CNAE de "transporte rodoviário de carga". 


A pesquisa foi feita pela ABOL junto aos 32 Operadores Logísticos associados, que viram a qualidade da sua prestação de serviço e viabilidade financeira abaladas pelo veto presidencial. Há uma semana, logo após a decisão do Presidente Lula, a Associação chegou a divulgar um posicionamento dos OLs, atualizado agora com novas informações sobre os efeitos a curto e médio prazos no setor responsável pela geração de 2 milhões de empregos no Brasil, entre diretos e indiretos. A maior parte das vagas, pouco mais de 80%, são ocupadas por funcionários em regime CLT, que representam 71% do total gasto pelos Operadores com mão de obra.


“Apostando na prorrogação até 2027, os OLs estimaram os custos para a manutenção de postos de trabalho e novas contratações no ano que vem a partir do benefício. Com a perda, essas previsões precisarão ser revistas, assim como outros cálculos e projeções ligadas à precificação dos serviços, custos com projetos logísticos, investimentos e abertura de novas instalações, e capacitação profissional. Os efeitos da não prorrogação serão em cascata: irá comprometer a qualidade dos serviços que prestamos, causará aumento nos preços e contribuirá para o crescimento da informalidade no País”, destacou a diretora executiva da ABOL, Marcella Cunha, que, junto aos associados, defende a derrubada do veto pelo Congresso Nacional.



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