04/08/2022

JSL (JSLG3) vê Ebitda disparar no 2º trimestre, mas lucro cai em favor de expansão

 JSL (JSLG3) vê Ebitda disparar no 2º trimestre, mas lucro cai em favor de expansão



Em meio a um cenário desafiador para altos investimentos, a JSL (JSLG3) não tirou o pé do acelerador. No segundo trimestre deste ano, a empresa acelerou os investimentos, mas viu seu lucro líquido cair na comparação anual.


Entre abril e junho deste ano, a companhia apresentou uma receita líquida de R$ 1,43 bilhão, alta de 56% em relação ao mesmo período de 2021. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da JSL disparou 102,5% na mesma base comparativa, para R$ 250,7 milhões.


O aumento dos custos de operação, materializados de forma mais clara com a disparada do preço do diesel, mas também com pneus e lubrificantes, não apagou a eficiência operacional no segundo trimestre. 


A margem Ebitda expandiu-se em 4,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, para 18,3%. 


O Capex (investimentos em bens de capital) líquido atingiu R$ 220,8 milhões, em função de novos contratos vendidos, o que também sustenta o crescimento da receita futura.


Segundo o CFO da JSL, Guilherme Sampaio, os investimentos estão dentro das expectativas e mostram a escolha da empresa em crescer e aproveitar as oportunidades, a despeito da queda do lucro líquido. 


Para este ano, a empresa deve destinar entre R$ 400 milhões e R$ 700 milhões para Capex. 


No curto prazo, o efeito negativo recai sobre o resultado líquido. Entre o segundo trimestre deste ano e o mesmo intervalo de 2021, o lucro recuou 23,8%, para R$ 34,2 milhões. Naturalmente, a margem líquida (que mostra o percentual do lucro sobre a receita líquida) caiu pela metade, de 4,9% para 2,4%.  


Em entrevista à Agência TradeMap na terça-feira (2), o executivo da empresa reiterou que não há como controlar o movimento agressivo de alta da taxa de juros, que acaba interferindo nos encargos e na elevação da dívida líquida. Contudo, a empresa controla a visão de curto, médio e longo prazos.


No último ano, a companhia aplicou R$ 1,2 bilhão em Capex, pagou quase R$ 500 milhões em aquisições e aumentou o endividamento líquido em cerca de R$ 1 bilhão. 


A geração de caixa da empresa absorveu parte desse aumento dos compromissos financeiros, mas o restante é o custo do crescimento. Se a JSL tivesse o cuidado de não ter aumentado a dívida líquida nessa proporção, o lucro líquido teria dobrado em relação ao segundo trimestre de 2021, de acordo com Sampaio.


 empresa prefere olhar para o ROIC (Retorno sobre Capital Investido) como forma de criação de valor aos acionistas. Isto é, um bom gerenciamento do Capex, junto ao seu potencial retorno, aliado à dívida líquida.


O ROIC da JSL terminou o segundo trimestre em 15%, mais do que o dobro do reportado na época do IPO na B3, em setembro de 2020 – quando a companhia deixou de ser a holding do grupo de empresas que hoje são lideradas pela Simpar (SIMH3). 


Contudo, a companhia — com o aval de seu Conselho — optou por aproveitar as oportunidades no período. 


Horizonte de crescimento


Com a capacidade de investimento que tem, a empresa logística consegue alcançar ativos e adquirir empresas que em outros momentos não conseguiriam, justamente por ser mais resiliente e, em muitos casos, líder de mercado durante o período de “vacas magras” na política monetária. 


Ramon Alcaraz, CEO da JSL, que também participou da conversa com a Agência TradeMap, afirmou que o segundo trimestre foi o mais desafiador desde que chegou à empresa.


Alcaraz era diretor-executivo da Fadel, uma das adquiridas pela JSL no ano passado. Ele afirma que a conjuntura de menor capacidade de financiamento por parte dos players do mercado faz com que a JSL acelere a estratégia de crescimento (orgânico e inorgânico), já que as oportunidades podem estar onde o cenário não é tão óbvio.


Nesse sentido, a internacionalização da empresa tem surtido efeito e, outrora impensado como forma de crescimento dos negócios, cerca de R$ 770 milhões de novos contratos (assinados na ordem de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre) serão aplicados na África do Sul. 


Na visão da empresa, o espaço para crescimento do ROIC ainda existe, mas ele se dará cada vez mais desacelerado. Enquanto isso, o processo de contração monetária deve ser atenuado e, com a queda da taxa de juros, o lucro da JSL deve voltar a crescer. 



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