02/02/2021

CBO fecha contratos de logística integrada com a Petrobras

 CBO fecha contratos de logística integrada com a Petrobras


O grupo CBO fechou contratos com a Petrobras para prestação de serviços de logística integrada. Os termos preveem serviços de ponta a ponta, de terra ao mar, para a petroleira. O pacote inclui desde o transporte rodoviário e armazenagem à disponibilidade de embarcações da frota de apoio marítimo para atendimento a duas sondas de perfuração no pré-sal. O primeiro contrato abrange as áreas de Dois Irmãos, Três Marias e Entorno de Sapinhoá, na Bacia de Santos, enquanto o segundo cobre Aram e Alto de Cabo Frio Central, na Bacia de Campos. A escolha da empresa de navegação veio após uma concorrência de mercado aberta para potenciais fornecedores.

O CEO da CBO, Marcos Tinti, afirmou que esse é um serviço inédito prestado no setor, hoje realizado, de forma semelhante, somente pela Petrobras Logística (PBLog), subsidiária da estatal. A CBO aposta em profissionais experientes da equipe para a gestão desse negócio. Tinti explicou que os clientes costumam ser segmentados em departamentos e que a unidade e sinergia dão mais agilidade ao processo. 

“É a primeira vez que uma empresa faz diferente do tradicional nessa indústria que é o afretamento. Como diferencial de modelo, de forma inédita também, navegar mais na cadeia do cliente. Aquilo que ficava 'refém' do cliente, você faz com planejamento e know how da carga”, detalhou Tinti em entrevista exclusiva à Portos e Navios.

A CBO, que tem afretamento de embarcações como core business, vê espaço para ampliar seu espaço na cadeia de suprimentos das operadoras. Tinti ponderou que o foco da CBO e de outras empresas de apoio offshore, pelos próximos anos, ainda deve continuar a ser o afretamento e que o próprio cliente ainda não tem a dimensão de como será esse modelo adotado para a atividade onde a cultura do afretamento é forte. Segundo o CEO da empresa, o mercado spot ainda é pouco explorado no Brasil.

A previsão é começar a operação deste contrato no segundo trimestre deste ano. A CBO vislumbra, após explorar e consolidar esse serviço, promovê-lo a fim de ampliá-lo, tanto para Petrobras como para outros operadores. A avaliação é que entregando um bom serviço poderá, eventualmente, ampliar o escopo do contrato atual. “O mercado está curioso de como vamos nos portar nesse atendimento diferente. O primeiro período é de maturação para mostrar mais vantagens de ter operações como essa e ter modelos híbridos. Mas isso não vai transformar a indústria de uma hora para outra”, analisou Tinti.

O contrato permite a flexibilização da frota pelo armador, desde que respeitadas as regras estabelecidas contratualmente. Dessa forma, não necessariamente os barcos que começarem serão os mesmos ao término. Tinti disse que o formato permite que, ao longo do contrato, a empresa participe de outros bids, buscando a melhor alocação de cada embarcação. O diretor comercial técnico da CBO, Marcelo Martins, destacou a flexibilidade na hora de definir quais são os barcos que vão operar. “A Petrobras coloca direcionamento e tipo de barco a critério da CBO. Podemos definir quais barcos atenderão ao contrato”, afirmou Martins.

O contrato prevê o transporte de suprimentos às sondas, como óleo, água, fluidos e equipamentos de convés. A empresa será remunerada por carga transportada e SLA (acordo de nível de serviço). Martins explicou que o trabalho de planejamento é importante na definição do modelo de PSV (transporte de suprimentos) que vale mais a pena para cada operação. Por exemplo, se um PSV 4.500 com mais carga e que consome mais combustível, ou se um PSV 3.500, de menor capacidade, mas com consumo menor. Nesse contrato, o combustível também passa a ser de responsabilidade do armador, diferentemente dos contratos tradicionais de afretamento.

O diretor de relações com investidores da CBO, Rafael Kirsten, acrescentou que a empresa conta com frota diversa, que pode atender a diversas etapas de operação do ciclo produtivo da Petrobras. Segundo Kirsten, a estrutura de balanços e contratos da companhia propicia a ela olhar para outros negócios. “A Petrobras puxou o movimento, mas poucas empresas tinham disponibilidade e estavam prontas para atender”, afirmou. A frota da CBO conta atualmente com 33 embarcações de apoio marítimo.

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