02/06/2022

Alta no preço de matéria-prima supera expectativa de 71% das empresas, aponta CNI

 Alta no preço de matéria-prima supera expectativa de 71% das empresas, aponta CNI



Alta nos preços de insumo e matéria-prima e atraso nas entregas são alguns dos problemas detectados na Sondagem Especial relativa ao mês de março divulgada nesta quarta-feira (1º) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, o aumento dos custos de insumos e matérias-primas nacionais superou as expectativas de 71% na média das empresas e de 73% no caso específico da indústria da construção civil de um total de 1.842 empresas ouvidas.


Entre as empresas que dependem de insumos importados no seu processo produtivo, 58% das empresas na indústria extrativa e de transformação e 68% na construção relatam aumento de preços acima do esperado.


O gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, afirmou em nota que a pressão sobre os preços coincide com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Além da grave consequência humanitária, a guerra agravou a desestruturação das cadeias de suprimento, afirma.


“O conflito e as sanções impostas à Rússia acentuaram o problema das cadeias de suprimentos, gerando gargalos no fornecimento de insumos e energia, além de barreiras ao sistema de logística internacional”, disse Telles. Segundo ele, esse fato provoca atrasos e interrupções no fornecimento de insumos, além da excessiva elevação de preços.


Mudança nos fornecedores


As dificuldades e os atrasos nas cadeias de suprimentos começam a gerar uma reconfiguração na produção das indústrias brasileiras. De acordo com a pesquisa da CNI, 40% da indústria geral e 54% da indústria da construção que dependem de insumos importados pretendem mudar a estratégia de aquisição de insumos e matérias-primas e buscar fornecedores no Brasil. Entre as empresas que já compram no Brasil, 43% da indústria geral e 50% da indústria da construção afirmam que buscam outros fornecedores no país.


A parcela de empresas nacionais que busca por fornecedores alternativos fora do país é de 18% na indústria extrativa e de transformação e de 3% na construção civil.


Ainda, caiu o percentual de empresas que acreditam em normalização na oferta de insumos ainda neste ano. A proporção de empresas na indústria extrativa e de transformação que preveem normalização da oferta em 2022 foi de 39%. Em outubro de 2021, 80% das indústrias acreditavam na reestruturação das cadeiras produtivas neste ano. O percentual de empresas da indústria geral e da indústria da construção que esperam normalização apenas em 2023 é de 25% e 36% para produtos nacionais e 31% e 45% para importados.


A CNI destacou que também chama a atenção o percentual de respostas de empresas alegando que “não sei”, ou “prefiro não responder” sobre as expectativas de normalização das cadeias de suprimento. Isso sinaliza as dificuldades na definição de previsões diante do contexto atual.


Fonte: Valor Econômico



Notícias Relacionadas
 Brado e Alcoa viabilizam operação logística multimodal que reduz emissões e fortalece o corredor logístico nacional

12/05/2026

Brado e Alcoa viabilizam operação logística multimodal que reduz emissões e fortalece o corredor logístico nacional

A Brado Logística, líder nacional em serviços de logística multimodal, e a Alcoa, líder global na produção de bauxita, alumina e alumínio, estão implementando uma nova operação multimoda (...)

Leia mais
 “Porto bom transforma recorde em competitividade nacional”, afirma Roberto Teller

12/05/2026

“Porto bom transforma recorde em competitividade nacional”, afirma Roberto Teller

A Tribuna entrevista diretor de operações da MovectaPode-se afirmar que Roberto Teller, diretor de Operações da Movecta, empresa de logística integrada e comércio ext (...)

Leia mais
 Robôs e homens: Tecnologia europeia baseada na IA visa reformular logística do e-commerce

11/05/2026

Robôs e homens: Tecnologia europeia baseada na IA visa reformular logística do e-commerce

Os robôs com IA já embalam, selecionam e classificam artigos em armazéns de e-commerce como os humanos fariam, só que de forma mais rápida, mais eficiente e mais precisa. Os promotores a (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.