14/05/2021

A decadência da infraestrutura de transportes

 A decadência da infraestrutura de transportes


Classificada entre as 30 piores das 141 malhas rodoviárias nacionais analisadas pelo Fórum Econômico Mundial, a brasileira pode cair ainda mais na classificação. Sem recursos públicos para investimentos em expansão ou modernização, os 55 mil quilômetros de rodovias federais receberão neste ano apenas serviços básicos de manutenção.

O problema não se resume às estradas. Nunca, ao longo deste século, o setor de infraestrutura de transportes sob controle da União recebeu tão poucos investimentos como em 2021, como mostrou reportagem do Estado (7/5). O pior é que, por vários motivos, não tem havido investimentos privados para compensar a penúria de recursos públicos.

É muito pouco o que sobrou para investimentos em transportes – rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos – depois dos estranhos acertos entre parlamentares e o governo para fechar o Orçamento da União para este ano. Foram destinados R$ 7,4 bilhões.

Esse valor corresponde a menos de um quinto (apenas 17,7%) do valor destinado para a mesma finalidade em 2012, quando, em valores corrigidos, foram previstos investimentos de R$ 41,8 bilhões em logística. O que será investido neste ano corresponde a menos da metade (em valores reais) do que foi investido há 20 anos.

A compressão dos investimentos em transportes tornou-se uma das características do governo Bolsonaro. Eles caíram de R$ 11,1 bilhões em 2018 (ainda no governo Temer) para R$ 10,1 bilhões em 2019 (governo Bolsonaro). Subiram discretamente em 2020, para R$ 10,6 bilhões, sem repor as perdas dos anos anteriores. E estão caindo novamente neste ano.

“Essa redução drástica é uma aposta pouco inteligente do ponto de vista do investimento”, diz o diretor executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Bruno Batista, ao comentar esses números.

Só o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) necessita de mais de R$ 6 bilhões para serviços básicos na malha rodoviária. É quase todo o valor disponível para transportes.

As concessões para a iniciativa privada da responsabilidade por boa parte da infraestrutura hoje sob controle público são indispensáveis. Mas o processo é lento. Enquanto elas não se concretizam, o País conviverá com a precarização do setor de transportes.

Fonte: Estadão

Notícias Relacionadas
 ID Logistics amplia CD da Beiersdorf em Extrema (MG) para 20 mil m²

24/09/2026

ID Logistics amplia CD da Beiersdorf em Extrema (MG) para 20 mil m²

A ID Logistics ampliou de 10 mil m² para cerca de 20 mil m² o centro de distribuição da Beiersdorf em Extrema (MG). A expansão amplia a capacidade da operação logística das marcas NIVEA (...)

Leia mais
 Kothe investe R$ 40 milhões para aproximar estoques de sementes e insumos dos produtores do MATOPIBA

23/09/2026

Kothe investe R$ 40 milhões para aproximar estoques de sementes e insumos dos produtores do MATOPIBA

A Kothe, companhia especializada em soluções logísticas, investiu R$ 40 milhões na implantação de um novo Centro de Distribuição (CD) em Bom Jesus, no Sul do Piauí. A operação integra o (...)

Leia mais
 Multilog reforça frota com 30 novos caminhões para operações em três estados

23/09/2026

Multilog reforça frota com 30 novos caminhões para operações em três estados

A Multilog anunciou a aquisição de 30 caminhões para ampliar a capacidade de transporte da empresa. Os veículos serão distribuídos entre as operações de São Paulo, Santa Catarina e Paran (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.