15/09/2020

Wilson Sons e Damen entram na concorrência para construir navio de apoio antártico

 Wilson Sons e Damen entram na concorrência para construir navio de apoio antártico


Além do NApAnt, parceria entre as duas empresas será estendida para demais projetos em análise pela Marinha do Brasil

A Wilson Sons e a Damen anunciaram parceria na concorrência para a construção do novo navio de apoio antártico (NApAnt) da Marinha do Brasil, que substituirá o navio de apoio oceanográfico Ary Rongel. Caso as empresas vençam a licitação, o navio será construído nos estaleiros da Wilson Sons no Guarujá (SP). A entrega das propostas deve ocorrer até o final deste ano e anúncio final do vencedor em meados de 2021. A parceria entre as duas empresas será estendida para demais projetos em análise pela força naval brasileira. Além da disputa pelo NApAnt, a Marinha também analisa a potencial construção de dois navios de apoio hidroceanográficos. De acordo com a Wilson Sons, as futuras demandas de navios patrulha e embarcações de busca e salvamento também poderão ser objeto de necessidade da força naval no médio prazo e estão dentro do escopo da parceria firmada.

As duas empresas possuem de 25 anos de parcerias na construção naval. "Esta parceria estratégica fez toda a diferença para o sucesso de nossa atuação no país e nos dá muito conforto para entregar os navios com a devida qualidade requisitada pela Marinha”, disse o diretor da Damen Technical Cooperation, Rutger Dolk.

O diretor-executivo dos estaleiros da Wilson Sons, Adalberto Souza, destacou a parceria entre as empresas em mais de 90 projetos ao longo das últimas duas décadas. “Estamos otimistas com estas demandas em virtude da nossa experiência no mercado, da qualidade técnica de ambas as empresas e do histórico de entregas dentro do prazo, sempre seguindo as melhores práticas de engenharia, qualidade e segurança”, frisou Souza.

O NApAnt terá exigência de, no mínimo, 45% e prevê investimentos da ordem de R$ 750 milhões. O navio dará apoio à estação brasileira Comandante Ferraz na Antártica. O NApAnt terá capacidade suficiente para prestar apoio logístico ao continente gelado, atendendo aos requisitos específicos de construção demandados, transportando significativo volume de cargas e equipamentos, além de abrigar laboratórios científicos modernos, com conforto e segurança para sua tripulação.

O projeto prevê a aquisição dos equipamentos e sistemas científicos, dos planos de gestão do ciclo de vida, do apoio logístico integrado e da manutenção para apoiar logisticamente o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), contribuindo para segurança da navegação na região Antártica por meio da realização de levantamentos hidrográficos. De acordo com a Marinha, a aquisição deste navio possibilitará a continuidade e o incremento das atividades de apoio logístico que ela realiza na Antártica, com mais capacidade e confiabilidade para os trabalhos brasileiros no continente Antártico.

Além do NApOc Ary Rongel, a Marinha hoje apoia logisticamente o Proantar com o navio polar (NPo) Almirante Maximiano. Em janeiro de 2016, o Estado-Maior da Armada aprovou o Programa de Obtenção de Meios Hidroceanográficos (Prohidro), inserido no programa de construção do núcleo do poder naval, que contempla em uma de suas fases a obtenção de navio com capacidade de operar em águas polares com a presença de gelo para substituir o NApOc Ary Rongel, construído em 1981.

Há duas semanas, a Ecovix, dona do Estaleiro Rio Grande (RS), se aliou à empresa chinela Asmar, estatal de administração autônoma focada em construção naval, para juntas participarem da concorrência para construção do NApAnt. A parceria, segundo a Ecovix, inclui um acordo de cooperação, com transferência de tecnologia da empresa chilena para a brasileira, a fim de aumentar as chances de vitória no edital.

Fonte: Portos e Navios

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