03/03/2026

Sudeste movimenta quase 700 milhões de toneladas em 2025 e amplia protagonismo logístico

 Sudeste movimenta quase 700 milhões de toneladas em 2025 e amplia protagonismo logístico



Os portos públicos e privados da região Sudeste movimentaram 699,8 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 7,52% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos. O desempenho foi impulsionado principalmente pela alta das exportações, que avançaram 10,15%.


Segundo o levantamento, o resultado combina expansão da movimentação de granéis sólidos, que somaram 366,4 milhões de toneladas (+8,25%), e de granéis líquidos, com 226,1 milhões de toneladas (+9,22%). As cargas em contêineres alcançaram 72,4 milhões de toneladas (+1,53%).


Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem a consolidação de um ambiente favorável ao investimento e à expansão da infraestrutura portuária. “O Sudeste concentra cadeias produtivas estratégicas para o Brasil, como mineração, energia e agronegócio. Quando ampliamos a eficiência dos portos, fortalecemos as exportações, geramos empregos e aumentamos a competitividade do país no mercado internacional”, afirmou.


Já o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que o desempenho regional é resultado de planejamento e previsibilidade regulatória. “O Sudeste reúne ativos maduros, infraestrutura consolidada e forte participação da iniciativa privada. O crescimento equilibrado dos portos demonstra a confiança do mercado e a capacidade de resposta do setor à demanda produtiva do país”, destacou.


Crescimento em todos os portos


Além de abrigar três dos cinco portos com maior movimentação do país em 2025, o Sudeste registrou crescimento em todos os seus terminais. Entre os públicos, o Porto de Santos (SP), maior complexo portuário do país, movimentou 142,8 milhões de toneladas (+2,98%), com destaque para contêineres, soja, açúcar e milho. Já o Porto de Itaguaí (RJ) alcançou 62,8 milhões de toneladas no ano (+3,55%), com minério de ferro respondendo por 92,2% desse total.


Entre os terminais privados, o de Tubarão (ES) movimentou 87,4 milhões de toneladas (+12,9%), impulsionado pelo minério de ferro (92,3% do total). O Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ) movimentou 70,4 milhões de toneladas (+12,28%), enquanto o de Açu (RJ) registrou o maior crescimento percentual da região, com alta de 20,31% e 60,4 milhões de toneladas movimentadas, ambos exclusivamente com petróleo e derivados.


Quanto aos principais tipos de carga movimentadas na região, o minério de ferro liderou, com 239,1 milhões de toneladas, seguido por petróleo e derivados, que somaram 217,1 milhões. A soja também teve participação relevante, com 39,6 milhões de toneladas movimentadas ao longo do ano. O avanço desses segmentos confirma o Sudeste como base do escoamento mineral e energético brasileiro, além de corredor estratégico para a produção agroindustrial.


Conexão internacional


Dos quase 700 milhões de toneladas movimentadas na região, 531,2 milhões foram por meio do chamado transporte de longo curso (entre portos de diferentes países), o que evidencia a forte integração da região com os mercados internacionais. Já a navegação de cabotagem (entre portos do Brasil) também avançou (+5,91%), alcançando 137,4 milhões de toneladas, reforçando a importância do transporte marítimo na integração da costa brasileira.


Fonte: MPOR | Imagem: Vosmar Rosa/MPor



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