22/02/2021

Sotran levanta R$ 100 milhões para logística

 Sotran levanta R$ 100 milhões para logística


A Sotran, empresa de logística com forte atuação no transporte de cargas do agronegócio, acaba de anunciar que recebeu um aporte de R$ 100 milhões, em rodada liderada pelo fundo de private equity americano Arlon Group e que contou também com recursos do grupo brasileiro FitPart.

Esse foi o segundo investimento que a companhia recebeu. O primeiro, cujo valor não foi revelado, também foi liderado pelo fundo americano, em 2017. “Para nós, é um carimbo de confiança ter o Arlon Group como investidor novamente”, disse Charlie Conner, CEO da Sotran Logística, ao Valor.

Em 2020, a Sotran faturou R$ 1,3 bilhão, e a estimativa é crescer 40% neste ano. A empresa, que já conectava motoristas autônomos a cargas no mundo offline, há dois anos lançou um aplicativo, o Tmov, para oferecer o serviço também digitalmente. Hoje, de uma base de 180 mil cadastrados, 60 mil caminhoneiros ativos fazem parte da plataforma online, número que dobrou no último ano. O Tmov já responde por 90% do faturamento da companhia.

Os recursos do novo aporte serão direcionados a três objetivos principais. O primeiro é aumentar a equipe de tecnologia e dados da empresa em 70% até o fim deste ano e dobrá-la até 2022. Hoje, esse time é formado por 50 pessoas - ao todo, a Sotran tem 470 funcionários. A companhia também pretende investir pesado em fidelização de clientes e melhorias gerais na plataforma, o que inclui abrir um marketplace para outras transportadoras.

O volume de carga operado pela Sotran gira em torno de 12,5 milhões de toneladas, de soja e milho respondem por dois terços do total. Outros produtos que vêm ganhando espaço são fertilizantes, trigo e açúcar. O foco da companhia é no carregamento de grandes volumes de cargas fechadas para longas distâncias.

A Sotran tem em seu portfólio mais de 900 clientes, entre eles Seara , Cargill, Coamo, Copersucar, Yara e BRF. A companhia cobra de seus clientes uma taxa sobre o frete que custa em torno de um terço do valor cobrado por serviços de delivery na zona urbana, segundo Conner.

Na relação com os caminhoneiros, a empresa ainda não rentabiliza a operação. O executivo explica que, para reter a base de usuários e mantê-la ativa, a prioridade tem sido melhorar a jornada do usuário, com a oferta de serviços como liquidação de frete e pedágio via ferramenta e também um cartão de débito para ser usado como meio de pagamento de combustíveis. Atualmente, o Tmov já soma mais de 100 mil downloads. As contas no cartão de débito na plataforma, por sua vez, já são 75 mil.

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