24/05/2022

Reduzir ICMS não é suficiente para reduzir preços de energia e combustíveis, dizem especialistas

 Reduzir ICMS não é suficiente para reduzir preços de energia e combustíveis, dizem especialistas



A proposta da Câmara dos Deputados de reduzir a alíquota de ICMS para 17% em todos os Estados pode representar algum alívio no bolso do consumidor de combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações. Mas essa é apenas uma das mudanças que precisam ocorrer para que, de fato, os preços recuem de forma consistente. O risco é promover uma queda apenas no curto prazo e os preços voltarem a subir ao longo do tempo. 


Na avaliação do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, a redução da carga tributária faz parte de três questões que precisam de uma solução no caso dos combustíveis. As outras duas são o fim da ineficiência logística e falta de concorrência.


Segundo ele, enquanto nos Estados Unidos os combustíveis são transportados por dutos, aqui chegam até o consumidor em caminhões. Além disso, 80% do refino no Brasil é feito pela Petrobras.


“No caso dos impostos, que são realmente muito altos, tributam esses segmentos como se fossem itens supérfluos. Isso porque são mais fáceis de controlar comparado a outros setores. É uma arrecadação gigante”, diz Pires.


Para ele, no entanto, se vai haver um projeto para reduzir ICMS sob o argumento que a gasolina está alta, é preciso de um esforço de todos, não só dos Estados.


O executivo afirma que, por causa da alta do preço do petróleo, a arrecadação de todas as esferas do poder público está alta, seja de municípios, Estados e União. “O Tesouro também está com o cofre cheio por causa do petróleo. Cada um tem de dar a sua parte.”


Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel/UFRJ), Nivalde Castro, a medida se trata de um embate político. Reduzir as tarifas (ou preços dos combustíveis) neste momento tem um ganho político grande. Do outro lado joga todo o prejuízo para os governadores. Calcula-se que os Estados possam perder R$ 70 bilhões.


No setor elétrico, medidas aprovadas ou em discussão no Congresso vão na contramão de reduzir as tarifas, como a construção de 8 gigawatts de energia térmica a gás em vários locais do País. Outro jabuti na Câmara dos Deputados prevê suspender os reajustes anuais das tarifas de energia elétrica das distribuidoras – medida que pode causar um revés no setor.


Fonte: Valor Econômico



Notícias Relacionadas
 Migração do processo de importação para a DUIMP requer cuidado com o registro antecipado, alerta a Multilog

20/01/2026

Migração do processo de importação para a DUIMP requer cuidado com o registro antecipado, alerta a Multilog

A implantação da DUIMP (Declaração Única de Importação) está ocorrendo de forma gradual, com fases de obrigatoriedade por modal de transporte e com fundamento legal. Começou em novembro (...)

Leia mais
 DHL Supply Chain compra 75 caminhões da Mercedes-Benz no Brasil

20/01/2026

DHL Supply Chain compra 75 caminhões da Mercedes-Benz no Brasil

A DHL Supply Chain, empresa do DHL Group e líder em armazenagem e distribuição, ampliou e renovou sua frota própria no Brasil com a aquisição de 75 caminhões Mercedes-Benz. A operação co (...)

Leia mais
 Porto de Santos movimenta 186,4 milhões de toneladas em 2025 e avança para ampliar sua capacidade

19/01/2026

Porto de Santos movimenta 186,4 milhões de toneladas em 2025 e avança para ampliar sua capacidade

O Porto de Santos encerrou 2025 com um novo recorde histórico de movimentação de cargas, alcançando 186,4 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal hub logístico do país e u (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.