27/01/2026

Porto de Santos avança para se tornar referência global em logística verde e conectada

 Porto de Santos avança para se tornar referência global em logística verde e conectada



O Porto de Santos vive um momento de transformação estratégica, que une inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Alinhada às diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para modernizar a infraestrutura nacional, a Autoridade Portuária de Santos (APS) está tirando do papel um pacote de projetos que inclui desde a implantação de redes 5G e Gêmeos Digitais (Digital Twin) até a oferta de energia limpa para navios atracados. O objetivo é posicionar o maior complexo portuário do hemisfério sul como um "Porto Inteligente" (Smart Port), seguindo as melhores práticas internacionais de eficiência logística e transição energética.


Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as inovações em andamento provam ser possível alinhar desenvolvimento e responsabilidade ambiental. "O que estamos vendo em Santos é a materialização do conceito de 'Porto do Futuro'. Não existe mais separação entre crescer e preservar. Ao investir em tecnologia de ponta, como o 5G e em energia limpa, o governo federal prova que é possível ter o maior porto do Hemisfério Sul operando com máxima eficiência logística e, ao mesmo tempo, liderando a agenda global de descarbonização", disse.


Já o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destaca o salto de qualidade operacional que as novas ferramentas trarão para a gestão do complexo. "A implementação do VTMIS e das ferramentas de Gêmeo Digital muda o patamar de gestão do Porto de Santos, trazendo previsibilidade e segurança para a navegação. Estamos dotando o principal ativo logístico do país com inteligência de dados e infraestrutura sustentável, alinhando nossas operações às práticas dos portos mais avançados da Europa e da Ásia", avaliou.


Monitoramento digital e conectividade


Um dos pilares dessa modernização é a segurança e a fluidez da navegação. A APS está com o processo de contratação em andamento para a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System). O sistema funciona como uma "torre de controle" para o mar: usando radares, câmeras e sensores, ele permite o monitoramento em tempo real do tráfego de embarcações, aumentando a segurança e a eficiência das manobras no canal de acesso.


Essa gestão de dados será potencializada por uma rede privativa 5G e pela tecnologia de Gêmeo Digital. A ferramenta cria uma réplica virtual dinâmica do porto, permitindo simular cenários operacionais, prever manutenções e otimizar o fluxo logístico com base em dados precisos, reduzindo gargalos e custos para o setor produtivo.


Logística de baixo carbono


A tecnologia caminha de mãos dadas com a sustentabilidade. O Porto de Santos avança no projeto de eletrificação do cais (o sistema Onshore Power Supply). A iniciativa permitirá que navios desliguem seus motores a combustão enquanto estiverem atracados, conectando-se à rede elétrica do porto. Isso reduz drasticamente a emissão de gases de efeito estufa e o ruído na região portuária.


O diferencial de Santos é a origem dessa energia: ela é 100% renovável, gerada pela histórica Usina Hidrelétrica de Itatinga, ativo gerido pela própria autoridade portuária. A usina passa por um processo de repotencialização, que inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro, que poderá abastecer máquinas e veículos no complexo.


Incentivo verde


Para estimular o mercado a aderir a essa nova realidade, o porto também aposta em incentivos econômicos. A APS prorrogou e ampliou a política de descontos tarifários para os chamados "navios verdes"; embarcações que possuem boa pontuação no Índice Ambiental de Navios (ESI, da sigla em inglês). A medida beneficia armadores que investem em frotas menos poluentes, reforçando o compromisso do governo federal com a descarbonização da cadeia logística.


Para o Ministério de Portos e Aeroportos, as iniciativas em Santos servem de modelo para o setor, provando que é possível conciliar o aumento da movimentação de cargas com a proteção ambiental e a inovação tecnológica.]


Fonte: MPOR | Foto: Vosmar Rosa/MPor



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