22/03/2023

Operadores Logísticos repensam estratégias para a cadeia de suprimentos, aponta ABOL

 Operadores Logísticos repensam estratégias para a cadeia de suprimentos, aponta ABOL



Uma pesquisa desenvolvida pela Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL) revelou que os segmentos de Varejo, Indústria de Base e Automotivo foram os que mais sofreram mudanças na dinâmica do comércio exterior nos últimos três anos. Apesar dos obstáculos, 50% dos OLs acreditam que em 2023 os seus clientes estão melhor posicionados no comércio internacional, 33,3% acreditam que estão pior posicionados e 16,7% não souberam ainda medir.


Ao serem questionados especificamente sobre as principais alterações verificadas durante a pandemia, os entrevistados trouxeram alguns pontos, como a maior busca por tecnologia, o aumento do consumo, principalmente no setor alimentício e de bebidas - agora mais estabilizado e consciente, a desaceleração do processo de gestão just in time (em que um item é produzido apenas sob encomenda), para manter o estoque baixo e a necessidade de repensar a dependência de um único fornecedor.


Há quem diga que a pandemia da Covid-19 quebrou os paradigmas e alterou todo o sistema de logística já consolidado na elaboração das cadeias produtivas de valor. O setor automotivo, por exemplo, ainda lida com a falta de insumos e peças no mercado global, desacelerando a produção de montadoras no país já nesse primeiro trimestre de 2023.


“Algumas empresas afirmam que o desafio maior está em enfrentar a crise econômica e as incertezas políticas que o país ainda vivencia, na expectativa de que ainda em 2023 observemos uma melhora sistêmica, em todos os elos da cadeia de suprimentos. Nos setores mais afetados, os operadores apontam a aplicação de novas metodologias e a criação de projetos estratégicos que podem possibilitar a transformação do negócio, a médio e até curto prazo. De modo geral, os OLs entendem que é natural que a logística seja constantemente desafiada e que a pandemia trouxe importantes aprendizados, os quais serão considerados em outros momentos de adversidades”, destacou a diretora-executiva da ABOL, Marcella Cunha.


Em meio ao novo cenário, as empresas filiadas à associação concordam que, no geral, os setores produtivos não estão se beneficiando da forma esperada do pós-pandemia e da "volta à normalidade", com exceção do comércio online. Para alguns OLs com atuação na América Latina, ainda paira certa incerteza frente a um cenário de instabilidade e imprevisibilidade econômicas, resultando em redução de consumo e recessão.


No Brasil, a avaliação é de que além do peso da política monetária sobre itens mais dependentes de crédito, como eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, veículos e materiais de construção, há uma expectativa de demanda menor.


Fonte: Mundo Logística



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