28/01/2021

Novas medidas restritivas podem manter fretes elevados e pressionar inflação no Brasil

 Novas medidas restritivas podem manter fretes elevados e pressionar inflação no Brasil


Mesmo com a retomada da economia ao redor do mundo a partir do segundo semestre de 2020, diversos setores ainda continuam com restrições, afetando diretamente sistemas de transporte e portuários. Além disso, a nova onda do coronavírus (Covid-19) e o anúncio de lockdown (restrições) em alguns países vêm mantendo os fretes marítimos elevados o que, para o especialista no tema e advogado na Promare, Larry Carvalho, podem pressionar a inflação no Brasil.

Carvalho explicou que setores da economia continuam impossibilitados de trabalhar com 100% da sua mão de obra. Por esta razão, ele afirmou que setores portuários e também transporte rodoviário vêm sofrendo com “delays”, isto é, atrasos. Isso tem feito com que o contêiner demore mais a sair do porto, bem como a retornar vazio.

Ele disse que especialistas utilizam o termo “tempestade perfeita” para se referir ao fato de que todos os players foram afetados pelo atual contexto. “A junção de todos os problemas decorrentes da Covid foram essa tempestade perfeita”, frisou. Assim, todas as partes foram afetadas, provocando um efeito em cadeia e a consequente escassez de contêineres.

Desse modo, Carvalho acredita que poderá haver uma retração no valor do frete, ainda muito alto, após o ano novo chinês que será na segunda semana de fevereiro. Entretanto, caso novas medidas de lockdown sejam implantadas, a situação pode piorar. Assim, o frete deve permanecer pressionando a inflação no Brasil.

No pior momento da crise sanitária, no primeiro semestre de 2020, ele lembrou que de um lado os consignatários abandonaram cargas ou demoraram a nacionalizar devido às medidas restritivas, como o isolamento; do outro, transportadores eliminaram rotas deficitárias e cancelaram rotas. E o setor portuário e rodoviário sofreu com maior lentidão.

A medida tomada pelos transportadores, segundo ele, foi visando à sobrevivência com contenção de despesas e manutenção de fluxo de caixa, principalmente diante do cenário inicial da pandemia. Atualmente o quadro ainda vem sendo observado por especialistas e amadores, tendo em vista novas medidas restritivas.

Notícias Relacionadas
 Andreani Logística amplia transparência e revela avanços ESG com 93 projetos

23/04/2026

Andreani Logística amplia transparência e revela avanços ESG com 93 projetos

A Andreani Logística lançou em seu site uma seção dedicada às iniciativas de ESG, reforçando a transparência e o acompanhamento público de suas ações em sustentabilidade. O ambiente reún (...)

Leia mais
 Argentina, Paraguai e Uruguai puxam movimento de caminhões nos portos secos da Multilog

22/04/2026

Argentina, Paraguai e Uruguai puxam movimento de caminhões nos portos secos da Multilog

O movimento de caminhões nos cinco portos secos de fronteira administrados pela operadora logística Multilog apresentou crescimento de 1% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mes (...)

Leia mais
 Wilson Sons testa biocombustível da Be8 em rebocadores no Porto do Açu

22/04/2026

Wilson Sons testa biocombustível da Be8 em rebocadores no Porto do Açu

A Wilson Sons iniciou um teste com biocombustível em rebocadores, no terminal de embarque de minério de ferro da Ferroport, no Porto do Açu, em São João da Barra. A iniciativa, voltada à (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.