10/02/2023

Mulheres habilitadas para dirigir veículos grandes representam menos de 5% do setor

 Mulheres habilitadas para dirigir veículos grandes representam menos de 5% do setor



Em 2022, apenas 3,4% dos condutores habilitados para dirigir caminhões, ônibus e carretas eram mulheres, de acordo com a Secretaria Nacional do Trânsito (Senatran). Em São Paulo, dos 70.641 motoristas admitidos em 2021, apenas 1,51% eram do gênero feminino, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).


Apesar do setor de transporte rodoviário de cargas (TRC) ter aumentado em 61% as contrações de mulheres em 2022, de acordo com o Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), órgão de pesquisa parceiro do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), a maioria dessas mulheres ainda se concentra em áreas administrativas.


Para a presidente do sindicato, o gradual aumento no número de motoristas femininas é um reflexo das práticas de ESG. "A grande maioria das empresas possui vagas de motoristas em aberto e, aliadas às pautas ESG (do inglês governança ambiental, social e corporativa, conjunto de práticas voltadas para o desenvolvimento sustentável), tais oportunidades se tornam cruciais para a sustentabilidade dos negócios e toda equipe de RH está atenta para a diversidade nos processos seletivos", pontua Ana Jarrouge.


Conforme informações do Banco Mundial, a inclusão de mulheres no mercado pode trazer mais arrecadação para um país. Há uma estimativa que um país perca US$ 160 trilhões (R$ 855 trilhões) em impostos por não ter homens e mulheres trabalhando em status de igualdade.


"Falar sobre mulheres não é modismo como muitos pensam. Simplesmente é uma questão social de extrema importância, sobre a qual teremos que falar para que a sociedade, como um todo, perceba que as condições, as oportunidades e o espaço ainda não são igualitários. O esforço e a lembrança são necessários para que tudo isso ocorra. Não queremos ter mais do que os homens: queremos ter as mesmas oportunidades. Queremos ter vez e voz, sempre", finaliza a presidente executiva.


Para incentivar empresas a incluírem mulheres em seus quadros de funcionários foi criado o Projeto de Lei 2.493/22 que propõe uma reserva de 5% às mulheres em vagas de trabalho como motorista profissional. O PL já foi aprovado e aguarda a designação de relator na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.


Fonte: Tecnologística



Notícias Relacionadas
 “Hora de o setor rever a dependência do diesel”, diz diretora da Abol

16/04/2026

“Hora de o setor rever a dependência do diesel”, diz diretora da Abol

A principal tensão que hoje paira no setor de transporte e logística brasileiro deve ser aliviada somente com o fim da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, solução que se mos (...)

Leia mais
 Risco climático ganha espaço na gestão logística, revela ABOL

13/04/2026

Risco climático ganha espaço na gestão logística, revela ABOL

A agenda climática se tornou uma variável direta na gestão logística. O tema foi destaque no primeiro ABOL Day de 2026 da Diretoria ESG da Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (...)

Leia mais
 Luft Logistics apoia projeto da ABTLP em benefício do Lar Nefesh

10/04/2026

Luft Logistics apoia projeto da ABTLP em benefício do Lar Nefesh

A ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos), com o apoio da Luft Logistics e outras empresas associadas, concluiu em março o projeto "Juntos pelo Telh (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.