05/02/2021

Mesmo com maior oferta, vacinação deve seguir até 2022

 Mesmo com maior oferta, vacinação deve seguir até 2022


O fim da obrigatoriedade de estudos clínicos fase 3 no país permitirá um aumento na oferta de vacinas contra a covid-19, mas não em número suficiente para imunizar toda a população antes de meados de 2022, na avaliação de Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBIm). Com a alta demanda mundial, vacinar 210 milhões de pessoas continuará como um desafio.

Segundo o Plano Nacional de Imunização (PNI), a população prioritária é de 77 milhões, para os quais serão necessárias quase 155 milhões de doses.

As melhores chances de aumentar a oferta são via produção local, Butantan e Fiocruz, e as vindas da Sputnik, do laboratório russo Gamaleya, e da Covaxin, do indiano Bharat Biotech. Ambas poderiam agregar mais 30 milhões de doses no curto prazo. Esse volume se junta às 46 milhões de doses da Coronavac, do Butantan e 102,4 milhões da AstraZeneca, previstas pela Fiocruz.

No primeiro semestre. “Os grandes produtores mundiais já estão com as encomendas feitas. Eles foram muito financiados pelos países ricos, que terão preferência, e estão na Covax Facility para doar vacinas para outros países”, diz Cunha.

A Janssen fez estudos de fase 3 no Brasil, mas ainda não tem oferta de compra do governo. Ela deve obter a aprovação do FDA, órgão regulador dos EUA, agora em fevereiro, que, como financiador do imunizante, deve ter preferência. O Brasil, lembra Cunha, já perdeu o “timing” na compra das vacinas da Pfizer.

O presidente da farmacêutica brasileira União Química, Fernando De Castro Marques, disse que o fim da fase 3 no país pode abrir caminho para trazer Sputnik V. A empresa entrou com o pedido de uso emergencial para 10 milhões de doses do imunizante no dia 15 de janeiro e a Anvisa não havia aprovado a solicitação por causa dessa restrição.

A companhia tem um acordo com o Instituto Gamaleya para produção do imunizante no Brasil para atender os mercados latino-americanos. A unidade de biofármacos da União Química, em Brasília, já iniciou a produção-piloto do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da Sputnik V. A produção deve iniciar em abril.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há 238 vacinas contra a covid-19 sendo desenvolvidas no mundo, mas apenas 16 estão na fase 3 de testes clínicos. Nem todas com resultados publicados. “Estar na fase três não significa que a vacina poderá ser usada”, diz Cunha, da SBIm.

Além da oferta restrita de vacinas, questões logísticas devem impedir que toda a população seja imunizada neste ano. Embora o país tenha uma grande experiência em vacinar grandes contingentes em pouco tempo - vacina 80 milhões de pessoas em dois meses na campanha da gripe -, as equipes do SUS estão estranguladas, diz Cunha. Ele calcula que o país deve levar entre oito e dez meses para vacinar os quase 80 milhões cidadãos prioritários com duas doses.

“A logística da vacina da covid-19 é mais complexa e demorada que a da gripe. E cada vacinado precisa ser cadastrado no sistema para que haja um acompanhamento”, diz. Esse é um dos motivos de a vacinação com as doses já disponíveis estar ocorrendo de forma lenta.

Notícias Relacionadas
 Brado Logística realiza operação com trens “double stack” movimenta 468,8 mil/t no 1S26

23/10/2026

Brado Logística realiza operação com trens “double stack” movimenta 468,8 mil/t no 1S26

A operação de trens com dois contêineres empilhados, conhecida como “double stack” movimentou 468,8 mil toneladas de produtos pela Brado Logística no primeiro semestre de 2026 (...)

Leia mais
 Vacância de condomínios logísticos cai a 4,2% e absorção atinge recorde no Brasil

22/10/2026

Vacância de condomínios logísticos cai a 4,2% e absorção atinge recorde no Brasil

Inventário nacional chega a 33,6 milhões de m², enquanto novas entregas avançam 60% no terceiro trimestre e e-commerce responde por seis das dez maiores locaçõesA (...)

Leia mais
 Na JSL, a ordem é reduzir a dívida e gerar caixa

21/10/2026

Na JSL, a ordem é reduzir a dívida e gerar caixa

Sob o comando de Guilherme Sampaio, a companhia foca no controle da dívida, fortalece a geração de caixa e avança na intralogística para ampliar a presença nos clientes< (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.