21/09/2020

Logística atenta ao crescimento da produção graneleira

 Logística atenta ao crescimento da produção graneleira


Crescimento da produção agropecuária brasileira exigiu uma adequação do setor de logística. Em especial, porque o país diversificou mais a localização das lavouras, ampliando a produtividade nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste

Na última década, o crescimento da produção agropecuária brasileira exigiu uma adequação do setor de logística. Em especial, porque o país diversificou mais a localização das lavouras, ampliando a produtividade nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. “Há dez anos, nós praticamente não tínhamos volume no escoamento no Arco Norte. Nesse período nós escoávamos pela região 7,2 milhões de toneladas de grãos, lembra o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso e presidente da Câmara de Logística do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Edeon Vaz. Esse pequeno volume estava distribuído em Itacoatiara (AM), Santarém (PA) e Itaqui (MA). “Mas somente ano passado o Arco Norte registrou 38 milhões de toneladas e neste ano devemos passar de 42 milhões de toneladas”, destaca Vaz, para ilustrar o avanço na infraestrutura logística no Brasil.

O Arco Norte contempla portos nos estados do Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Rondônia e Sergipe. Os portos dessa região permitem que a produção agropecuária ao norte do Paralelo 16 possa ser escoada nesses locais, evitando maiores deslocamentos para o Sul do Brasil. O Paralelo 16 é uma linha imaginária que corta o Brasil na parte sul do Mato Grosso, passando pelo meio de Goiás e fechando no norte de Minas Gerais. “Nos últimos dez anos houve um crescimento significativo da ocupação do espaço, muitos produtores cresceram, aumentando suas áreas de cultivo, seja no local onde estavam ou comprando uma área maior. Isso fez com que nossa produção aumentasse”, prosseguiu Vaz.

Entre os principais investimentos em logística nessas regiões se destacam:

Construção de terminais e Miritituba (PA), no Rio Tapajós, com capacidade de escoamento de 18 milhões de t;
Pavimentação da BR-163 para ligar os estados do Mato Grosso e Pará;
Construção do Tegram (Maranhão) no Porto de Itaqui, com ampliação da capacidade de 3 milhões de t para 15 milhões de t;
Ampliação do Porto de Cotegipe (BA) para a capacidade de 5 milhões de t;
* Obras para ampliação da estrutura do Porto de Santarém (PA) com a expectativa de crescimento de 5 milhões para 8 milhões de t;

Na avalição de Vaz, todo o sistema portuário do Brasil cresceu depois que foi aprovada a MP dos Portos em 2012. “Deixamos de ser apenas porto público para sermos porto privado. Assim, passou-se a prestar serviços também. Isso impulsionou o crescimento de todo esse sistema portuário brasileiro. Tanto é que os portos privados movimentam um volume superior aos portos organizados”, contextualizou.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, explica que a logística cresce para atende o interior do Brasil, que avança em produtividade, “mas também com muita sustentabilidade”. Ela cita a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) que “apresenta excelentes resultados e mostra que tudo está sendo feito e planejado com preservação ambiental e de forma invejável”. A região já contribui com mais de 10% da produção nacional de grãos, reforçou a ministra.

Fonte: Gazeta do Povo

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