03/02/2025

Gastos com transportes no Brasil sobem 7% e chegam a R$ 940 bilhões



As projeções de mercado apontam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil acima dos 3,5% para 2024. Segundo pesquisa “Panorama dos Custos Logísticos no Brasil 2024”, desenvolvida pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), a demanda por transporte cresceu em torno de 3,6% nesse mesmo período.


Em 2023, o custo do transporte rodoviário de carga teve aumento de 4,2%, chegando a R$ 883 bilhões, impulsionado principalmente pelo aumento na demanda do agronegócio. Em 2024, as projeções do ILOS apontam que os gastos com transporte no Brasil superaram os R$ 940 bilhões, com alta de quase 7% em relação ao ano anterior.


“Embora tenha ocorrido queda na safra de grãos, outros segmentos da economia no Brasil, como varejo, e-commerce e indústria, fecharam o ano com melhores índices de desenvolvimento”, comentou sócio-diretor do ILOS, Mauricio Lima.


TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE CARGAS NO BRASIL


O transporte rodoviário de cargas no Brasil continua a desempenhar um papel crucial na economia nacional, respondendo por 62,2% do transporte de mercadorias em todo o país. Segundo um levantamento realizado pela Fundação Dom Cabral, esse modal se mantém como o principal meio de transporte de cargas.


Esse cenário é especialmente crítico em setores como alimentos e bebidas, onde 91,4% do volume transportado ocorre por rodovias, e no setor de produtos manufaturados, que atualmente depende das estradas para 85,2% de suas operações logísticas, com uma leve redução projetada para 84,7% até 2035.


O estudo da Fundação Dom Cabral também ressaltou que o Brasil é o único país de dimensões continentais a depender tão amplamente das rodovias, em contraste com nações como China, Estados Unidos e Canadá, que têm uma distribuição mais equilibrada do transporte de cargas entre diferentes modais. Nos Estados Unidos, por exemplo, embora 49% das cargas sejam transportadas por rodovias, outros 43% são distribuídos entre ferrovias (21%) e dutos.


Fonte: Mundo Logística



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