26/10/2020

Frete cai para soja de MT que sai pelo Norte, mas sobe para a que vem para Santos

 Frete cai para soja de MT que sai pelo Norte, mas sobe para a que vem para Santos


Transporte da oleaginosa para porto do Pará chegou a recuar 11% em setembro

A aceleração da produção de soja e de milho no Centro-Oeste ocorre em um momento de melhora na saída das exportações brasileiras de grãos pelo chamado Arco Norte.

Essa denominação resulta da definição de uma linha imaginária que atravessa o território brasileiro indicando os portos acima de Ilhéus (BA).

Se destacam nessa região os portos de Itacoatiara (AM), Santarém e Barcarena (PA), Santana (AP), São Luís (MA), Salvador e Ilhéus (BA), saídas para o agronegócio.

Em 2010, apenas 14% das exportações brasileiras de milho e de soja saíam por esses portos. Em 2015, a taxa foi de 21%, subindo para 32% no ano passado.

Neste ano, tomando como base dados da Conab e da Secex, o percentual de soja exportado de janeiro a setembro soma 55%. As duas principais saídas são Barcarena e Santarém, que acumulam 36% das exportações mato-grossenses da oleaginosa.

Principal produtor de soja e de milho do país, Mato Grosso já exportou 21,8 milhões de toneladas de janeiro a setembro deste ano, no valor de US$ 7,4 bilhões.

A saída dos grãos pelos portos do Nordeste e do Norte têm aliviado os custos dos produtores. Segundo a Conab, o custo do frete no mês passado estava com queda de até 11% em relação aos de setembro de 2019.

Uma tonelada de soja de Sorriso (MT) a Miritituba (PA), que custava R$ 190 no ano passado, recuou para R$ 170 neste. Já a carga da mesma cidade mato-grossense para Santos custava R$ 300 em setembro, 3% mais do que há um ano. A queda nos preços do frete ocorreu também devido à entressafra na região.

A Conab destaca, em um relatório que será divulgado nesta sexta-feira (23), a importância da melhora da infraestrutura e da logística para o avanço da produção brasileira de grãos.

O escoamento é importante tanto para o mercado interno como para o externo. Ele é o alicerce para o Brasil se colocar e se manter como um dos principais participante do mercado internacional, segundo o órgão.

Os portos do Arco Norte desempenham a função também de bases de importação de insumos para a agricultura. Pelo menos 1,23 milhão de toneladas de fertilizantes entrou por esses portos até setembro.

Fonte: Folha de São Paulo

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