Atualmente o e-Navigation está na fase de divulgação entre os órgãos e Autoridades Portuárias
A Marinha do Brasil (MB) vem implementando no país o sistema e-Navigation, conceito disseminado pela Organização Marítima Internacional (IMO) para tornar a navegação mais segura, eficiente e sustentável. A principal inspiração para o sistema são as tecnologias de controle das torres dos aeroportos internacionais, sobretudo no que se refere à segurança e trocas de informações com os aviões. A proposta é que essa relação também seja estabelecida entre portos e navios.
O Almirante de Esquadras Marcelo Francisco Campos afirmou, durante “Webinar: Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro apresenta seus projetos”, realizado nesta quinta-feira (22), que o e-Navigation não é um equipamento, mas sim um conceito de ‘navegação aprimorada’. Segundo ele, a ideia é que a navegação tenha o controle idêntico a de uma aeronave com o objetivo de otimizar o emprego das embarcações. Ele destacou que o sistema vai propiciar o acompanhamento mais preciso dos navios, buscando evitar que aconteça acidentes como o ocorrido em 2019, que resultou no derramamento de cinco mil toneladas de óleo na costa brasileira.
Dois principais aspectos caracterizam o e-Navigation: a harmonização e a conectividade entre sistemas. A proposta é integrar sistemas já existentes. “Ele será o sistema dos sistemas”, disse o Almirante. A harmonização consiste na integração entre os sistemas que dão segurança aos navios e também serviços portuários. Para permitir tal harmonia, segundo ele, será necessário o envolvimento de diversos atores em nível nacional. O e-Navigation, portanto, implica numa participação multisetorial, isto é, de entidades do âmbito do governo, das autoridades portuárias, marítimas, “uma gama de atores que precisam ser integrados dentro dessa estratégia”, frisou.
A conectividade é outro ponto importante dentro do sistema, visto que todas as informações desses sistemas de navegação e serviços de apoio em terra serão encaminhadas para um portal único que será criado. A plataforma irá conter informações georeferenciadas dos navios e dados ligados à navegação, condições de clima e tempo, informações portuárias, de fiscalização, atualização de cartas náuticas entre outros.
O sistema é composto por vários eixos importantes: ciência, tecnologia e informação; desenvolvimento econômico; segurança; tecnologia da informação, com a criação do portal único e a capacitação de pessoal, a partir do ensino profissional marítimo. Parte da ciência e tecnologia vem da Marinha, em especial da Diretoria Geral de Navegação. Já a função do estado, de acordo com o Almirante, será fazer a ligação com os demais ministérios para que seja implantado no país.
Ele informou ainda que a implementação do conceito esteja associado ao Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaas). Este seria a parte militar e dentro dele a área comercial será o e-Navigation. “Isso tem que ser visto como um conceito de estado. Nós temos que implantar de forma integrada. E o Cluster Naval Tecnológico ele enfatiza essa integração entre todos esses entes”, disse o Almirante. Para ele, a adoção dessa estratégia é importante também considerando que todo o mundo já está desenvolvendo esse conceito.
Fonte: Portos e Navios
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