19/05/2021

Diretor da ADM diz que Brasil precisa de plano de longo prazo para logística


O Brasil precisa de um plano de longo prazo para atrair mais investimentos para infraestrutura e logística, considerando que o país ainda está "defasado" em estruturas para aproveitar todo o seu potencial agrícola, avaliou nesta terça-feira o diretor de logística para América do Sul da ADM, uma das maiores empresas globais do agronegócio.

"O que falta para o Brasil conseguir atender de forma adequada o agronegócio e outras indústrias? Em termos de infraestrutura, a primeira delas é um plano de longo prazo", destacou Vitor Vinuesa.

"Não se pode ser refém de uma política que ora guina para esquerda, ora para a direita, ora para o centro em relação à infraestrutura. Precisa ter uma política de infraestrutura que converse com a realidade do país, esse diálogo falta, isso acaba deixando principalmente o investidor privado e estrangeiro inseguro", declarou ele, durante webinar realizado pelo escritório VBSO Advogados.

Ele disse ainda que o país precisa de arcabouço jurídico que dê robustez suficiente para que os investimentos tenham retorno assegurado, uma vez que obras de ferrovias e portos podem levar décadas para se pagar.

Apesar de investimentos, especialmente feitos pelo setor privado, que permitiram ao país aumentar as exportações de soja em 20 anos de 30 milhões para 90 milhões de toneladas ao ano, há muito a ser feito, notou o executivo.

"Ainda estamos bastante defasados em infraestrutura, em termos de capacidade de transporte para aproveitar todo o potencial que temos", comentou Vinuesa, lembrando que o setor ainda "depende muito" de caminhões para fazer os grãos chegarem até os portos exportadores.

Ele citou ainda investimentos da própria ADM nos últimos sete anos, para expansão da capacidade do terminal de Santos de 6 milhões para 8 milhões de toneladas, além de aportes no porto de Barcarena, no Pará.

O Brasil responde pela maior parte dos negócios da ADM na América do Sul, disse o executivo, destacando que a empresa norte-americana atua em oito países da região, onde opera em mais de 10 portos, movimentando cerca de 20 milhões de toneladas ao ano.\
\
Fonte: Terra

Notícias Relacionadas
 Andreani Logística amplia transparência e revela avanços ESG com 93 projetos

23/04/2026

Andreani Logística amplia transparência e revela avanços ESG com 93 projetos

A Andreani Logística lançou em seu site uma seção dedicada às iniciativas de ESG, reforçando a transparência e o acompanhamento público de suas ações em sustentabilidade. O ambiente reún (...)

Leia mais
 Argentina, Paraguai e Uruguai puxam movimento de caminhões nos portos secos da Multilog

22/04/2026

Argentina, Paraguai e Uruguai puxam movimento de caminhões nos portos secos da Multilog

O movimento de caminhões nos cinco portos secos de fronteira administrados pela operadora logística Multilog apresentou crescimento de 1% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao mes (...)

Leia mais
 Wilson Sons testa biocombustível da Be8 em rebocadores no Porto do Açu

22/04/2026

Wilson Sons testa biocombustível da Be8 em rebocadores no Porto do Açu

A Wilson Sons iniciou um teste com biocombustível em rebocadores, no terminal de embarque de minério de ferro da Ferroport, no Porto do Açu, em São João da Barra. A iniciativa, voltada à (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.