06/03/2023

Com sua maior aquisição, JSL abre avenida de crescimento em grãos, diz presidente

 Com sua maior aquisição, JSL abre avenida de crescimento em grãos, diz presidente



A aquisição anunciada pela JSL nesta sexta-feira (3), da IC Transportes, é a maior já feita pela empresa de logística do grupo Simpar. A partir dessa compra, a companhia passará a atuar no mercado de grãos, fertilizantes e combustíveis, segundo o presidente, Ramon Alcaraz.


“A IC Transportes se torna a segunda maior empresa do grupo, depois da própria JSL”, disse ele. “A empresa vem melhorar nosso portfólio, em segmentos em que o grupo não estava presente: a parte de grãos e combustíveis, além de outro segmento em que já atuamos, por meio da Rodomeu, mas que vamos ter ampliação, que é o de produtos químicos e perigosos”, afirmou o executivo.


A operação teve o valor de R$ 587 milhões, dos quais R$ 338 milhões se referem ao equity da companhia e, o restante, à dívida líquida da adquirida. A IC Transportes registrou receita líquida de R$ 1,4 bilhão em 2022, um crescimento de 51% na comparação anual, segundo o fato relevante divulgado mais cedo. A empresa atende 370 clientes, incluindo Raízen, ExxonMobil, Braskem, entre outros.


A incorporação da nova empresa seguirá o mesmo modelo das últimas compras feitas pela JSL, em que tanto a marca quanto parte da adminsitração da empresa são mantidos. "Vamos continuar com esse modelo estratégico. Vemos muito potencial de sinergia e ganhos de eficiência sem fazer uma incorporação. Temos o modelo de manter a empresa independente, e o acionista continua conosco", afirma Antonio Barreto, vice-presidente executivo de planejamento e gestão da Simpar .


Para ele, a aquisição da IC possibilitará um crescimento orgânico e inorgânico da JSL no setor de agronegócio. Hoje, a companhia atua apenas nos segmentos de celulose, florestal e mineração, mas não tinha operações em grãos e fertilizantes.


Barreto também afirma que a JSL seguirá olhando novas oportunidades. Na operação, haverá um pagamento inicial de R$ 60 milhões, e o restante será desembolsado em quatro parcelas anuais, somando R$ 179 milhões. Segundo o executivo, o impacto na alavancagem no curto prazo será muito baixo.


Fonte: Valor Econômico



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