A ABOL promoveu, no dia 11 de junho, a segunda edição do ‘Café com ABOL’, encontro realizado para fortalecer o relacionamento da entidade com a imprensa e disseminar conteúdo qualificado sobre os temas que compõem a agenda estratégica da logística
A iniciativa reuniu jornalistas do Estadão, Tecnologística e Mundo Logística para uma conversa com a diretora executiva da Associação, Marcella Cunha, sobre a visão da entidade a respeito de pautas relevantes para os Operadores Logísticos e para as cadeias de suprimentos brasileiras.
Entre os assuntos abordados esteve o debate sobre os impactos da Medida Provisória nº 1.343/2026 e as alterações envolvendo o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). Na ocasião, a ABOL reiterou sua defesa da fiscalização e da segurança jurídica, desde que as normas sejam claras, proporcionais e tecnicamente aplicáveis aos diferentes participantes do segmento.
A instituição também avaliou os possíveis reflexos da revisão da escala 6x1 para atividades contínuas, ressaltando a importância de planejamento e transição adequada para preservar a eficiência das redes de abastecimento. Outro tema debatido foi a escassez de profissionais qualificados e o avanço da automação. Segundo a entidade, as tecnologias têm impulsionado ganhos de produtividade, rastreabilidade e eficiência operacional, atuando como complemento ao trabalho humano na gestão e na tomada de decisões.
Na agenda ESG, ganhou relevância a elaboração do III Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa das empresas associadas, desenvolvido em parceria com a Via Green. O estudo ampliará o escopo dos dados coletados e incluirá métricas específicas para mensurar a intensidade das emissões nas operações do setor.
A Inteligência Artificial também esteve em pauta. Marcella explicou que a inovação já vem sendo empregada em frentes como previsão de demanda, otimização de rotas, controle de estoques, planejamento operacional e automatização de processos, ampliando a competitividade e o desempenho das atividades.
Foram apresentados, ainda, os pontos prioritários relacionados à regulamentação da Reforma Tributária, especialmente as alterações ligadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), além das adequações exigidas pelas novas regras fiscais previstas para os próximos anos.