09/01/2025

Cabotagem integrada é tendência para o setor logístico em 2025, aponta CEO

 Cabotagem integrada é tendência para o setor logístico em 2025, aponta CEO



O setor logístico continuará em transformação em 2025, impulsionado pela evolução tecnológica, novas demandas de consumo e uma crescente preocupação com a sustentabilidade. A busca por entregas mais rápidas e eficientes, com redução de tempo e custos operacionais, será um dos principais focos.


Segundo o relatório "The Future of the Last-Mile Ecosystem", do World Economic Forum, as entregas automatizadas deverão representar cerca de 20% das operações logísticas globais no próximo ano. Para acompanhar essa mudança, o setor implementará tecnologias avançadas, como a integração do IoT (Internet das Coisas), Inteligência Artificial e Big Data.


Fabiano Lorenzi, CEO da Norcoast, empresa brasileira de navegação costeira, destacou quatro tendências principais para o setor logístico em 2025. Confira a seguir:


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL


Anualmente, a Inteligência Artificial conquista ainda mais espaço no ambiente corporativo e, claramente, não seria diferente com o setor logístico. De acordo com o CEO, a tecnologia trará uma aceleração ainda maior no que diz respeito a inovação, automação e digitalização. Aprimorando a experiência do cliente, a ferramenta proporciona operações logísticas mais ágeis e precisas, com redução de custos e falhas, o que resulta em entregas econômicas e rápidas.


Transformando a maneira como as operações de cabotagem são conduzidas, a IA torna a automação operacional mais eficiente e segura, promovendo um impacto positivo tanto para o setor quanto para as empresas que visam competitividade frente à concorrência.


IOT E BIG DATA


Na avaliação de Lorenzi, o IoT aliado ao Big Data, seguirá revolucionando o setor logístico no próximo ano, justamente por otimizar as operações. Segundo levantamento da consultoria internacional McKinsey, o mercado global de IoT deve atingir um valor de US$ 12,6 trilhões até 2030, com a logística sendo um dos segmentos mais beneficiados.


Segundo o executivo, as inovações refletem o atual momento do setor que não visa somente oferecer transporte e armazenamento com excelência, mas sim se tornar aliado aos novos recursos tecnológicos em todas as pontas do processo, com o objetivo de otimizar cada etapa e aprimorar sua capacidade de monitoramento.


Implementadas como meio para integrar soluções e serviços, estas inovações são capazes de monitorar o desempenho dos modais em tempo real, condições de armazenamento de produtos sensíveis, a exemplo dos alimentos e medicamentos, e, até mesmo, prever falhas em equipamentos. Logo, elas antecipam demandas, identificam padrões e tendências, otimizam rotas, ao mesmo tempo que garantem transparência e segurança na cadeia de suprimentos.


CABOTAGEM INTEGRADA


Para o CEO, A combinação da cabotagem com outros modais de transporte, aumenta não apenas a resiliência logística como também garante a pontualidade, etapa fundamental para o sucesso das operações. Além disso, a cabotagem integrada viabiliza o transporte planejado de grandes quantidades de insumos e produtos de forma segura, com grande abrangência geográfica, eficiente em custos e de forma sustentável.


LOGÍSTICA VERDE


Com foco em práticas sustentáveis, as empresas implementam cada vez mais ações que reduzem as emissões de gases poluentes e minimizam desperdícios. Segundo Lorenzi, mais do que uma tendência, a logística sustentável é uma necessidade do mundo atual, que exige comprometimento e investimento em operações de entrega inteligentes, a exemplo da cabotagem. Tida como mais segura, econômica e sustentável, este modal ainda é versátil e inclusivo.


Conforme estudo realizado pela Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), a cabotagem apresenta uma redução de quatro vezes na emissão de poluentes em comparação com o transporte rodoviário. A ABAC sugere ainda que a utilização do modal pode resultar em uma economia anual de R$ 1,7 bilhão no setor de frete e na redução de 10 mil acidentes nas estradas brasileiras por ano, por exemplo.


Fonte: Mundo Logística



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