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BBM faz nova aquisição e planeja IPO em 2020

Empresa controlada pelo fundo de investimentos Stratus prevê manter ritmo acelerado de crescimento.

Em um processo acelerado de expansão, a BBM Logística, transportadora controlada pelo fundo de investimentos Stratus, acaba de fechar mais uma aquisição importante e já se prepara para abrir seu capital em 2020, segundo o presidente, André Prado.


“Muito provavelmente a oferta pública inicial de ações IPO, na sigla em inglês será realizada no ano que vem. Como estamos completamente prontos internamente, seria um bom ano, mas vai depender das condições de mercado”, disse o executivo.


Desde a entrada do fundo Stratus no capital da BBM, em 2017, a companhia iniciou um processo de profissionalização e crescimento rápido por meio de aquisições, que alavancou o faturamento.

 Há dois anos, a receita bruta anual do grupo era de R$ 337 milhões. Em 2019, a projeção é chegar a R$ 1,1 bilhão.
Uma parte importante desse salto na receita se deve à recém concluída compra da Translovato, cuja receita é de cerca de R$ 400 milhões. 

A operação foi comunicada ontem ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao mercado, por meio de fato relevante. A empresa não quis abrir o valor.


Para o presidente, a compra da Translovato - uma empresa familiar que, assim como a BBM, tem sua origem na região Sul do país – faz parte da estratégia do grupo para completar seu portfólio. A ideia é que a companhia atue em praticamente todo o percurso logístico da carga, desde a entrega de matéria-prima às fábricas até a distribuição do produto acabado

Com esta aquisição, a BBM buscou incorporar a infraestrutura e a expertise para a distribuição de produtos, principalmente os de alto valor agregado - por exemplo, medicamentos, roupas e calçados.


Além disso, a companhia passa a ter uma presença maior no Centro Oeste, onde o grupo ainda não atuava - seu foco hoje é no Sul e Sudeste, além de alguns países da América do Sul, como Uruguai e Argentina.


Os números de cidades atendidas e de funcionários também tiveram aumentos consideráveis com a Translovato: a operação da empresa foi de cerca de 2.000 municípios para mais de 3.000, e o número de empregados saltou de 1.500 para 4.000.


Essa é a segunda grande aquisição desde a entrada do Stratus. No início de 2018, houve a compra da divisão de transporte terrestre da Kuehne + Nagel Brasil, formada pela Transeich Assessoria e Transeich Armazéns Gerais.


O plano é continuar neste ritmo. Hoje, a companhia tem um outro processo de aquisição já em fase avançada, de diligências, para a incorporação de uma empresa om receita de R$ 90 milhões. Além disso, há outros sete alvos, ainda em negociação, segundo o presidente.


O financiamento para essa expansão deverá ser feito cada vez mais no mercado de capitais, segundo Marco Antônio Modesti, diretor financeiro da BBM.
Neste ano, após a listagem da companhia na B3 (em uma categoria “de entrada” na Bolsa), foi feita a primeira emissão de debêntures da empresa, no valor de R$ 50 milhões. O montante será usado como parte do pagamento da compra da Translovato.


“Embora o nível de endividamento da empresa não seja alto hoje, há uma lista grande de possíveis aquisições. Talvez seja possível fazer mais uma ou duas compras com debêntures ou uma linha de crédito já aprovada com bancos. Mas, depois disso, teremos que partir para um IPO para financiar”, afirma.


“Agora, com uma receita acima de R$ 1 bilhão, chegamos a um porte que já nos credencia a uma eventual oferta. Queremos estar preparados. E acho que esse momento bom vai vir, o mercado pouco a pouco está se aquecendo”, completa o diretor.
A possibilidade de aquisições e crescimento no setor de logística brasileiro é enorme, principalmente porque se trata de um mercado ainda extremamente pulverizado, avalia Prado.


Atualmente, são mais de cem mil empresas atuando em diferentes segmentos e regiões, sendo que nenhuma delas tem mais de 5% de participação no mercado total. A BBM hoje detém aproximadamente 2% de fatia e contabilizando, a nova aquisição, passa a integrar o grupo das cinco maiores companhias do setor, segundo o executivo.


A projeção do grupo é que, entre 2020 e 2022, a receita bruta da companhia praticamente dobre, chegando a R$ 2 bilhões. O montante supera em muito as projeções feitas pela empresa há cerca de um ano, que não incluíam as operações de compra concretizadas recentemente.

O novo cálculo parte da premissa de que o grupo vai manter o atual ritmo de crescimento orgânico - a projeção é que um crescimento anual entre 10% e 15% - e inorgânico, com novas aquisições.


A BBM Logística foi fundada há mais de 20 anos no Paraná, por integrantes da família Battistella. Hoje, os fundadores estão representados no conselho de administração, mas o controle é da Stratus, com 58,69% do capital.


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