28/01/2026

Fedex para de fazer entregas domésticas no Brasil e expõe problemas com burocracia e infraestrutura no país

 Fedex para de fazer entregas domésticas no Brasil e expõe problemas com burocracia e infraestrutura no país



Uma empresa americana gigante de logística desistiu de fazer entregas domésticas no Brasil. Não vai mais transportar cartas, documentos e encomendas. Esse anúncio deixa evidente o tamanho da crise no setor. E revela a quantidade de problemas que o investidor estrangeiro enfrenta no país: insegurança, infraestrutura ruim e burocracia.


Depois de quase 40 anos de estrada no Brasil, a gigante americana da logística e transporte expresso pegou um retorno. A FedEx anunciou que vai desmontar até setembro toda a estrutura de entregas nacionais porta a porta. O serviço de remessas internacionais será mantido, assim como a gestão de estoques e operações logísticas mais complexas.


Uma saída na direção de melhores resultados financeiros. É um mercado mundial cada vez mais competitivo, cada vez mais tecnológico, explica o economista da FIA Business School Carlos Honorato.


"A pressão por margem, por rentabilidade é muito grande. Então eu não chamaria de desinteresse pelo Brasil, mas provavelmente nessa análise do custo Brasil. Falta tecnologia, falta gente treinada, falta investimento em inovação, em novos processos, né?", afirma Carlos Honorato, economista da FIA Business School.


No mundo todo, o negócio de postagem e entregas já foi mais lucrativo. A internet derrubou a procura pelo envio de cartas e o comércio eletrônico mudou os parâmetros da logística. O cliente quer a compra "para ontem" e com frete a custo zero.


Isso aperta as margens das empresas, ainda mais estreitas no Brasil, segundo especialistas do setor. É um país grande e diverso. E se a transportadora pode traçar uma rota com várias entregas pelo caminho nos grandes centros urbanos, pode também ter que arcar com uma viagem longa e cara para entregar dois pacotes numa cidade distante. E passando pelo gargalo dos aeroportos, das estradas, da mão de obra e da burocracia.


É o chamado custo Brasil, explica a economista Zeina Latif.


"Tem o fato de sermos um país com custos operacionais elevados de toda a natureza, o tal custo Brasil, que encarece muitas vezes as operações e inclusive impactando o próprio setor privado".


Na América Latina, os Correios brasileiros são os maiores operadores postais e acumulam 13 trimestres seguidos de resultados negativos.


Só de janeiro a setembro de 2025, por exemplo, a estatal divulgou prejuízo de R$ 6 bilhões. E agora, anuncia que a reestruturação vai custar R$ 20 bilhões. Cinco bancos já emprestaram R$ 12 bilhões. Ainda faltam R$ 8 bilhões. O plano prevê ajustes para reduzir gastos, como demissões e venda de imóveis, fechamento de agências e investimentos em automação.


O economista avalia: é preciso que o rumo seja muito bem planejado.


"Os Correios, eles perderam, eu diria, o tempo, de inovação. Quer dizer, eles têm que ter muito mais agilidade, muito mais investimento, o fato dos Correios terem esse volume de aporte que tem que ser feito só para recuperar o tempo perdido já demonstra que é uma empresa que não tem uma capacidade, uma viabilidade imediata. Acho que a grande dica dos Correios é que precisa mudar um pouco a mentalidade. No sentido de se tornar uma empresa competitiva em um parâmetro internacional - e não sentar em cima de um teórico monopólio aí de entregas dentro do Brasil", afirma Carlos Honorato, economista da FIA Business School.



Fonte: Jornal Nacional



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