28/06/2022

Escassez de desenvolvedores afeta crescimento da logística no Brasil

 Escassez de desenvolvedores afeta crescimento da logística no Brasil



A logística está em franca expansão no Brasil, mas ainda tem um bom caminho pela frente para ser considerada competitiva em escala global — o País ocupa a 56ª posição no ranking Logistics Performance Index (LPI), do Banco Mundial. De acordo com especialistas, a chave para esse crescimento está na tecnologia. Contudo, há um impasse: a falta de desenvolvedores.


A logística 4.0, considerada uma evolução natural do setor, indica a otimização da operação e dos processos por meio das novas tecnologias. Se já era uma tendência em ascensão nos últimos anos, esse processo foi intensificado pela pandemia da Covid-19, que forçou a digitalização da economia devido às medidas de isolamento social. Paralelamente, o comércio eletrônico cresceu com as medidas de restrição, exigindo processos logísticos mais robustos e ágeis para lidar com a alta demanda. Consequentemente, também aumentou a busca por desenvolvedores.


"Podemos verificar isso na preferência dos clientes por empresas de transporte que disponibilizem gestão da experiência total do cliente. Hoje, o consumidor até estranha quando faz uma compra e não pode rastreá-la, por exemplo, o que impacta toda a cadeia de negócios", diz Alexandre Trevisan, sócio-fundador e CEO da uMov.me. A empresa é líder nacional na criação de aplicativos customizados para empresas, incluindo soluções voltadas à logística.


Desenvolvedores são fundamentais para implementar recursos como o citado por Trevisan, entre muitos outros que tornam a logística cada vez mais competitiva — armazenamento em nuvem, análise de dados e conceitos de Business Intelligence (BI), por exemplo. Contudo, não é de hoje que a TI enfrenta a escassez de mão de obra qualificada.


Segundo pesquisa da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), serão criados no Brasil mais de 797 mil postos de trabalho em TI até 2025. No mesmo período, serão formados 267 mil profissionais — ou seja, o déficit será de 530 mil vagas abertas sem contratação.


A resposta para esse problema, segundo Trevisan, é a tecnologia no-code — que permite desenvolver aplicativos e softwares sem codificação, uma das principais tendências tecnológicas de 2022, segundo a consultoria Gartner.


"Profissionais de outros setores, como logística, podem criar suas próprias soluções customizadas sem a necessidade de cursos ou experiência prévia em programação", explica o executivo.


É o caso da plataforma uMov.me, que permite a criação de aplicativos customizados às necessidades de cada empresa, e já produziu mais de 33 mil aplicativos para empresas, incluindo as de logística.


Fonte: Jornal do Comércio



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