31/01/2022

Projetos de portos privados devem atrair R$ 9,5 bilhões

 Projetos de portos privados devem atrair R$ 9,5 bilhões


Em uma nova safra de investimentos no setor portuário, ao menos 30 projetos de terminais de uso privado foram autorizados em 2021 ou estão em análise na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para aprovação neste ano. Os valores envolvidos chegam a R$ 9,5 bilhões. Os dados são da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), levantados a partir de chamadas públicas e do Diário Oficial da União.

Os terminais de uso privado (TUPs) são aqueles fora dos portos organizados - geridos pelas Companhias Docas ou pelos Estados - e têm regulação mais flexível do que os arrendamentos de áreas públicas. Movimentam cerca de dois terços das cargas portuárias no Brasil, principalmente minérios e combustíveis.

O presidente da ATP, Murillo Barbosa, diz que o interesse dos investidores é maior por terminais privados, pois não é preciso aguardar um processo licitatório pelo governo. Outro atrativo é a possibilidade de movimentar cargas de terceiros. O que só foi permitido em 2013, pela Lei dos Portos.

Nos cálculos do Ministério da Infraestrutura, diferentes daqueles da ATP, 53 projetos de terminais privados aguardam aprovação e preveem aportes de R$ 38,8 bi. “O Estado deixa de ser a amarra para o investimento. O desafio passa a ser o licenciamento ambiental e a viabilidade econômica do projeto”, avalia o secretário nacional de Portos, Diogo Piloni. Muitos projetos autorizados param no meio do caminho ou ficam anos sem definição por restrições do meio ambiente ou falta de capital para as obras.

Para o consultor e ex-presidente do Porto de São Sebastião, Frederico Bussinger, um dos fatores mais importantes para o sucesso de um TUP é a garantia de carga. Por isso, diz, terminais associados à produção do próprio dono tendem a sair com mais facilidade. Caso das instalações para escoamento de grãos de grupos como Cargill e Louis Dreyfus.
Entre os projetos em análise, com chances de contratos com o Ministério da Infraestrutura em 2022, está o Nordeste Logística, em Pecém (CE), com previsão de R$ 2,35 bi em investimentos.



Fonte: Valor Econômico

Notícias Relacionadas
 Novo guia reúne boas práticas para a gestão da logística farmacêutica

31/08/2026

Novo guia reúne boas práticas para a gestão da logística farmacêutica

A ABOL lançou em São Paulo, o “Guia Prático: Logística farmacêutica aplicada à gestão dos Operadores Logísticos”, publicação inédita no Brasil por abordar especificamente a atuação dos O (...)

Leia mais
 Operadores Logísticos apontam caminhos para ampliar a conexão entre modais

31/08/2026

Operadores Logísticos apontam caminhos para ampliar a conexão entre modais

A multimodalidade esteve entre os principais temas do 10º Congresso ABOL, realizado nos dias 13 e 14 de agosto, em Ibiúna (SP). A discussão ganhou força a partir da conexão entre as dire (...)

Leia mais
 Logística busca protagonismo na agenda do próximo governo

31/08/2026

Logística busca protagonismo na agenda do próximo governo

A cadeia de suprimentos entra no diálogo eleitoral com um plano estruturado de prioridades. A Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) encaminhou uma Carta Aberta com propos (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.