10/11/2025

Inventário da ABOL reforça importância da descarbonização na logística brasileira

 Inventário da ABOL reforça importância da descarbonização na logística brasileira



Entender os impactos ambientais causados pelas atividades de uma empresa está se tornando algo cada vez mais necessário, tanto para a preservação do planeta quanto por questões estratégicas e econômicas. Nesse contexto, a Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL) irá lançar a segunda edição do “Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE)”.


Segundo a associação, ser sustentável se tornou um diferencial competitivo, principalmente nos setores historicamente conhecidos pela alta emissão de poluentes na atmosfera, como o transporte de cargas.


Para o diretor de ESG da ABOL e head de Sustentabilidade da Bravo, Marcos Azevedo, a agenda ambiental deixou de ser periférica e passou a integrar a gestão corporativa.


“Cerca de 77% das empresas têm inventários, o que é bastante relevante. Os associados estão evoluindo, fazendo diagnósticos cada vez mais completos e com metas agressivas”, explicou o executivo.





INVENTÁRIO DE EMISSÕES GASES DE EFEITO ESTUFA





De acordo com Azevedo, um levantamento confiável permite transparência, acesso a provedores de capital e preparação para o mercado regulado de carbono, uma realidade nos próximos anos. O II Inventário GEE da ABOL, elaborado em parceria com o Instituto Via Green, será divulgado com a participação de 22 empresas associadas.


A primeira edição, lançada no ano passado, revelou que a queima de combustíveis fósseis, em especial o diesel, foi identificada como a principal fonte de emissões. Ao todo, as emissões contabilizadas chegaram a 973.987 tCO2e, incluindo 93.741 tCO2bio provenientes de fontes naturais.


O diretor de ESG da ABOL destacou que o Brasil é um país com grande relevância ambiental, mas que enfrenta desafios, como o uso intensivo do transporte rodoviário movido a diesel e o desmatamento. “Isso reforça a importância da medição das emissões no setor logístico, para que possamos identificar e implementar medidas eficazes de redução”, complementou.





SISTEMA BRASILEIRO DE COMÉRCIO DE EMISSÕES (SBCE)





O executivo explicou que atualmente o reporte de emissões é ainda voluntário, por não haver uma legislação específica. Porém, isso deve mudar com o avanço da regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que estabelece o marco regulatório do mercado de carbono no Brasil e foi instituído pela Lei nº 15.042, de 11 de dezembro de 2024.


A legislação obrigará empresas que liberarem mais de 10 mil toneladas de GEE por ano a medir e informar esses dados. Além disso, aquelas acima de 25 mil toneladas entrarão diretamente no mercado regulado, sujeitas a metas de redução e compensação.


A política pretende reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e estimular inovações tecnológicas de baixo carbono.


Fonte: Mundo Logística



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