25/09/2020

Hidrovias do Brasil confirma preço de R$ 7,56 por ação no IPO

 Hidrovias do Brasil confirma preço de R$ 7,56 por ação no IPO


O montante total levantado foi de R$ 3,019 bilhões, a partir de mais de 399,4 milhões de ações ofertadas

A Hidrovias do Brasil confirmou que a precificação de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ficou em R$ 7,56 após o procedimento de coleta de intenções de investimento.

O montante total levantado foi de R$ 3,019 bilhões, a partir de mais de 399,4 milhões de ações ofertadas. As ações estreiam amanhã no segmento Novo Mercado da B3.

No prospecto definitivo, a companhia afirma ser “um dos maiores prestadores de serviços de logística integrada independente com foco em logística hidroviária da América Latina”. Entre os clientes da Hidrovias do Brasil estão subsidiárias da Vale, Norsk Hydro e Salinas do Nordeste.

A Hidrovias registrou Ebitda ajustado de R$ 264,6 milhões no segundo trimestre, com margem de 41%, e prejuízo de R$ 134,1 milhões. A carga transportada chegou a 6,5 milhões de toneladas, com duas embarcações de cabotagem e quatro terminais. A empresa relata não ter identificado “riscos significativos” à operação em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a companhia, a receita contratada agregada deve ser de aproximadamente R$ 15,1 bilhões entre 1º de julho deste ano a 31 de dezembro de 2040, considerando os contratos no modelo take-or-pay. Os acordos estabelecem que os clientes pagam um valor mínimo para a prestação de volume mínimo de serviços, com ajustes de tarifa de acordo com custos de combustíveis, trabalhistas ou ligados à inflação. A companhia destaca que, desta forma, pode “efetivamente transferir” para os clientes a maior parte do aumento de custos.

O documento relata ainda que a Hidrovias do Brasil foi fundada em 2010 pelo Pátria Fundo de Investimento como um projeto greenfield e iniciou suas operações no segundo trimestre de 2012.

A oferta é coordenada pelo Bank of America Merril Lynch, em parceria com Itaú BBA, Santander, Morgan Stanley, BTG Pactual, Citi e o Credit Suisse.

Fonte: Valor Econômico

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