11/05/2022

Governo quer mudar cobrança do frete de caminhoneiros

 Governo quer mudar cobrança do frete de caminhoneiros



O governo federal estuda uma mudança na cobrança do frete para caminhoneiros, a fim de aliviar a pressão que sofre sobre com relação ao aumento no preço do diesel, enquanto a Petrobras registra lucro recorde. A ideia é aproximar o modelo brasileiro do vigente nos Estados Unidos, onde é garantido o preço do frete para o caminhoneiro pelo preço final, quando a mercadoria é entregue. 


A mudança ganhou força no gabinete do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, em reunião com integrantes do Ministério de Minas e Energia, como apurou o Estadão. A intenção da equipe é diminuir a irritação de caminhoneiros autônomos, que, em sua maioria, apoiam o presidente Jair Bolsonaro.


Segundo uma fonte ouvida pelo Estadão Broadcast, hoje, o caminhoneiro contrata por um determinado valor, mas a variação do combustível durante o percurso faz com que o frete fique menos vantajoso. Dessa forma, a medida seria uma maneira de reduzir a volatilidade para o profissional. 


Odilon Fonseca, caminhoneiro de Confresa (MT), disse ainda não saber como vai funcionar a medida, caso implementada, mas afirma ser necessária uma revisão na competitividade dos fretes. 


"No Brasil, o embarcadores exploram monstruosamente o caminhoneiro e a categoria não tem união para recusar a carga. Aqui você pega só porque se não for você, será outro", diz o autônomo, acrescentando: "Deveria haver um curso para ensinar o caminhoneiro a não pegar qualquer carga para ele aprender que mel é melhor que merda". 


Após a divulgação do lucro recorde da Petrobras, de mais de 3.000% no primeiro trimestre, o presidente da empresa, José Mauro Coelho, afirmou que a empresa vai continuar seguindo os preços de mercado como forma de "gerar riqueza para a sociedade e evitar desabastecimento de combustíveis no país".


Novo reajuste


Segundo especialistas, é alto o risco de um reajuste dos combustíveis, o que a Petrobras não pratica desde o dia 11 de março, em razão da defasagem de preços em relação aos valores cobrados no mercado internacional.


Dados da Abicom, que representa as importadores, apontam que na sexta-feira a defasagem média do diesel estava em 21% (R$ 1,27 por litro) e da gasolina, em 17% (R$ 0,78 por litro). Relatório da Modal ressaltou que há risco de novos reajustes por conta do aumento constante dessas defasagens.


Já pensando em um possível reajuste no futuro, a equipe econômica busca espaço no Orçamento para subsidiar o diesel para manter a lado a parcela estratégica do eleitorado que apoia Bolsonaro.


Fonte: IG



Notícias Relacionadas
 ANTT atualiza a tabela do frete; veja o que muda para transportadoras e embarcadores

21/07/2026

ANTT atualiza a tabela do frete; veja o que muda para transportadoras e embarcadores

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou na última semana, no Diário Oficial da União (DOU), a atualização dos pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de carg (...)

Leia mais
 Multilog lança programa de inovação em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina

20/07/2026

Multilog lança programa de inovação em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina

A Multilog lançou o programa de inovação Geração Multilog 2026, iniciativa desenvolvida em parceria com o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) - Campus Itajaí para aproximar estuda (...)

Leia mais
 Brado aposta no gás para ampliar a descarbonização do transporte além dos trilhos

13/07/2026

Brado aposta no gás para ampliar a descarbonização do transporte além dos trilhos

A Brado Logística começou a testar um novo modelo para reduzir as emissões do transporte rodoviário de cargas: em vez de substituir uma frota própria, a empresa busca criar condições eco (...)

Leia mais

© 2026 ABOL - Associação Brasileira de Operadores Logísticos. CNPJ 17.298.060/0001-35

Desenvolvido por: KBR TEC

|

Comunicação: Conteúdo Empresarial

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com os nossos Termos de Uso e Política de Privacidade e, ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente dessas condições.