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Operadores Logísticos exercem papel estratégico durante a pandemia

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A pandemia trouxe muitos desafios, porém também deixará legados na logística brasileira. Os Operadores Logísticos serão lembrados pelo seu protagonismo, essencialidade, e por assumirem o papel de um dos grandes responsáveis pelo crescimento da economia brasileira. Dentro e fora “de casa”, eles trabalharam arduamente para evitar que o País parasse. Por rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, eles “alimentaram” famílias e mantiveram as atividades de todas as cadeias produtivas. Além disso, ainda dedicaram parte do seu tempo para ações sociais e investiram em tecnologia e inovação para manter a competitividade. Não foi fácil, mas enfrentamos o desafio com resiliência e eficiência.

A partir desta edição da newsletter da ABOL, as 29 associadas da Associação vão abordar os principais desafios enfrentados durante a pandemia, ressaltando ações, investimentos, contratações e demais iniciativas adotadas nos últimos meses.

Na Mundial Logística, associada que cuida de toda a gestão dos processos logísticos para materiais promocionais do trade, varejo e PDV, o primeiro e principal desafio foi cuidar da saúde dos colaboradores. Para isso, foi elaborado um plano de comunicação claro e eficaz, preservando os funcionários, sem deixar que os clientes fossem atendidos. Eficiência e produtividade foram os focos da empresa, formada por mais de 550 colaboradores diretos atuando em mais de 60 mil m2. A dificuldade maior ficou para o segmento de Promo Saúde. Por se tratar de uma atividade essencial, foi necessário manter todos os colaboradores trabalhando normalmente, já que a quantidade de pedidos aumentou significativamente.

De acordo com o diretor-presidente da operadora, Fernando Passos, a Mundial Logistics tem um papel importantíssimo em fazer toda gestão da cadeia logística de amostras grátis-AG dos principais laboratórios do Brasil, ligando a indústria aos distribuidores ou médicos, seja por meio dos propagandistas ou diretamente aos consultórios. “Com a alta demanda e pressão por prazos mais curtos, nossa solução foi oferecer todos os modais de transportes para cumprirmos com os prazos de entregas. Esta solução não teria êxito sem nosso sistema de automação de última geração, baseado em sortimento automático, com capacidade 6.000 caixas/hora”, disse.

Os impactos da pandemia também alcançaram a área de Promo Bens de Consumo, cuja função da empresa é a gestão do material promocional, ligando a indústria ao ponto de venda. “Vivenciamos as dificuldades dos nossos clientes, pois a falta de direcionamento e a desinformação por parte das autoridades governamentais, em todos os níveis, não permitia saber para quais localidades poderiam ser enviados os materiais e, quais pontos de venda estariam em funcionamento ou não. Desde o início da pandemia tivemos milhares de pontos de venda fechados definitivamente no Brasil, fazendo com que toda estratégia de marketing dos clientes fosse alterada a cada mês”.

Além disso, a Mundial tem função primordial nas vendas dos seus clientes. Nesse sentido, o período foi marcado pela aproximação, mesmo que de forma virtual. Segundo Passos, a primeira medida foi entender os desafios dos usuários, estabelecendo uma estratégia sem causar ruptura nos processos logísticos da empresa, mantendo os acordos de nível de serviço. “Procuramos nos aproximar cada vez mais de nossos parceiros de transportes, pois eles fazem a última milha. Temos mais de 80 bases logísticas espalhadas pelo Brasil, estas bases são nossa extensão em armazenagem, transportes e tecnologia. Como nossos estoques ficaram superlotados por conta do fechamento dos PDVs, tivemos que manter uma relação bem próxima dando todo apoio e condições necessárias para estes parceiros”, destacou o presidente da Mundial.

A inovação tecnológica foi uma aliada importante da Mundial durante a pandemia. O portal ¨web client¨, por exemplo, permite que os clientes acompanhem em tempo real todas as etapas dos processos logísticos, desde a chegada do material aos CDs até a entrega no destino final, seja em um ponto de venda, na residência do propagandista ou mesmo no consultório médico. “Através do ¨web pdv¨, apoiamos nossos clientes com soluções no ponto de venda. Todas estas ferramentas foram ainda mais fundamentais na pandemia. Trabalhamos intensamente com nossos clientes em novos relatórios de BI, além de oferecer inteligência logística para redução dos custos”.

DHL
A DHL Supply Chain, divisão de logística do Deutsche Post DHL Group, entende que a pandemia lançou desafios extras à logística do mercado de saúde, já tão habituado a rigorosos requerimentos sanitários e de qualidade: picos de demanda, restrições na malha de transporte e instalações emergenciais. Com uma área especializada, a empresa, líder global em armazenagem e distribuição, foi essencial para garantir esse fluxo de suprimentos, abastecendo com insumos hospitais, que somam 1920 leitos. A companhia atuou também na logística de três hospitais de campanha, além de distribuir respiradores para UTIs, máscaras, face shields, aventais, álcool em gel e realizar o transporte de doações.

De acordo com a empresa, foram desafios sem precedentes, que contaram com o suporte de centenas de colaboradores dedicados, três Centros de Distribuição (CDs) que somam 70.000 m² de área e uma malha compartilhada de quase 3 mil veículos, maior infraestrutura especializada existente no Brasil. “A logística mostrou mais uma vez seu papel vital para a sociedade e para o tratamento dos pacientes. Mesmo na maior pandemia já registrada e com a complexidade do mercado brasileiro, foi possível manter os níveis de serviços acordados e ter a flexibilidade para nos adaptar aos picos de demanda e requerimentos especiais dos clientes. Isso só foi possível com um time experiente, tecnologia para análise de dados e escala para acomodar a flutuação da demanda”, afirma o diretor para Logística Hospitalar e Dispositivos Médicos da DHL, Ricardo Guidi.

A operadora realizou a logística em três hospitais de campanha administrados pela iniciativa privada (São Paulo e Rio de Janeiro), sendo responsável pelo abastecimento da farmácia central de insumos básicos. “Foi um trabalho muito especial, seja pela emergência da situação, como pelo curto prazo. Colocamos uma equipe dedicada e redobramos nossos esforços de controle e acompanhamento dos níveis de estoque”, comentou Guidi.

Já na área de equipamentos médicos, a situação foi um pouco diferente. Enquanto algumas categorias de produtos, como kits cirúrgicos, tiveram uma queda na demanda devido à redução de procedimentos eletivos, outras como respiradores, ventiladores, máscaras, aventais, luvas e álcool em gel tiveram seus pedidos até quadruplicados. A DHL aumentou sua área de armazenagem, reforçou equipes e passou a operar 24x7. Um dos principais desafios foi a armazenagem do álcool em gel, que por se tratar de um produto inflamável, requereu a implementação de armazém dedicado exclusivamente para este produto.

Também dentro do escopo de atuação da DHL, a indústria automotiva sentiu os reflexos da crise sanitária. Um estudo realizado pela operadora mostrou que este mercado está passando por grandes mudanças em virtude do surgimento de novas tecnologias, da mudança nas expectativas dos clientes e de um foco cada vez mais direcionado às políticas ambientais, sociais e de governança (ESG). Neste contexto, a DHL Supply Chain oferece soluções que ajudarão os OEMs a se adaptarem aos desafios enfrentados e, ao mesmo tempo, apoiar esses fornecedores no cumprimento de suas metas corporativas de ESG.

“Com as fronteiras fechadas, o ano passado deixou muito clara a importância de se cultivar uma cadeia de suprimentos flexível, mas ao mesmo tempo resiliente e confiável. A indústria está em transição para uma nova realidade após a pandemia, com grandes mudanças nos modelos convencionais de negócios e ampla expansão da automação. Mas esses não são os únicos desafios que os OEMs enfrentarão no futuro. Temos que reconhecer o papel que o Supply Chain desempenha em termos de sustentabilidade. Já existem muitas possibilidades de suportar a indústria automotiva no sentido de promover uma maior consciência ambiental”, disse o Dr. Dietmar Steins, Vice-Presidente Executivo Global de Solutions Design na DHL Supply Chain. “Apoiamos nossos clientes na implementação de tendências contínuas, como a sustentabilidade e a digitalização, em seu Supply Chain”.

JSL
Na JSL, que integra o Grupo Simpar, as ações foram voltadas, principalmente, para a transformação social. Foram desenvolvidas diversas atividades durante o ano de 2020, na busca de garantir a saúde e o bem-estar de seus colaboradores e das comunidades onde está inserida. “Diante da pandemia, reforçamos nosso comprometimento com o desenvolvimento das comunidades onde estamos inseridos, buscando gerar ainda mais impacto positivo para a sociedade, atuando na implementação de ações que preservem a saúde e segurança dos colaboradores, caminhoneiros, clientes e comunidades.”

Nesse período, o grupo viabilizou a doação de R$ 13,7 milhões por meio de operações logísticas e aquisição de itens hospitalares, kits de higiene e cestas básicas. As ações beneficiaram cerca de 5 milhões de pessoas, nos municípios mais distantes e vulneráveis do Estado de São Paulo.

Diante da pandemia, houve a expansão do Programa Ligado em Você, que atende pessoas com problemas psicológicos, sociais ou médicos. Os colaboradores com sintomas de covid-19 e seus familiares passaram a ser acompanhados com todo o suporte e orientações necessárias 24 horas por dia. Foram incluídos no atendimento cerca de 2 mil caminhoneiros agregados e mais de 10 mil terceiros.

Ciente da importância de atuar de forma ainda mais estratégica nas comunidades onde está inserida, o grupo SIMPAR desenvolve, desde o ano passado, uma análise diagnóstica dos municípios em que a Companhia dispõe operações, com o propósito de identificar as maiores vulnerabilidades e atuar com mais assertividade em cada região.

Desse estudo, surgiu o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), que considera aspectos de desemprego, educação, saúde e segurança, além da representatividade da mão de obra local nas filiais, com o objetivo de identificar como a Companhia está impulsionando esse aspecto e levantar quais são as ações que podem ser realizadas para o desenvolvimento dessas comunidades.

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