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Índia libera exportação da vacina de Oxford ao Brasil; imunizante chega nesta sexta

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A Índia comunicou nesta quinta-feira ao governo brasileiro que liberou a exportação de um lote de 2 milhões de doses encomendadas pelo Brasil da vacina contra a covid-19 desenvolvida em parceria entre a AstraZeneca e a Universidade de Oxford. A informação foi confirmada ao Valor por uma fonte do Palácio do Planalto, após a divulgação da notícia pela agência Reuters.

O Ministério da Saúde, por sua vez, informou que a carga chega no fim da tarde de amanhã ao Brasil. Segundo a pasta, a carga será transportada em um voo comercial da Emirates até o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Após passar por trâmites alfandegários, as vacinas seguirão para o aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio.

As vacinas estão sendo produzidas no laboratório indiano Serum Institute e são a principal aposta do governo federal para imunizar a população contra o coronavírus. Hoje, o laboratório sofreu um incêndio, e o fogo atingiu uma nova instalação, que estava sendo construída para aumentar a produção de vacinas contra a covid-19.

No Brasil, as vacinas contra covid-19 serão produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que firmou um convênio de transferência de tecnologia com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

A informação sobre a liberação das doses veio a público depois que o Brasil recuou de um posicionamento contrário à Índia na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em outubro, o país asiático havia pedido à entidade a quebra de patentes relacionadas ao combate à covid-19. O Brasil, em posição alinhada aos Estados Unidos, foi contra. Nesta semana, diante do impasse em torno da vacinação no país, a diplomacia brasileira mudou de posição.

Distribuição

A Fiocruz informou que as doses devem estar liberadas para distribuição no sábado à tarde, após passarem por processo de checagem e rotulagem. Com previsão de chegada ao Brasil às 17h40, pelo aeroporto de Guarulhos, as vacinas seguirão para o aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão), depois dos trâmites alfandegários.

De lá, serão levadas para Bio-Manguinhos, onde passarão por um processo de checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, como previsto pelas normas regulatórias. As caixas da vacina receberão informações em português. Este trabalho será realizado ao longo da madrugada e na manhã de sábado, por equipes já treinadas para o serviço, e a previsão é que as vacinas estejam prontas para distribuição à tarde, segundo nota divulgada pela Fiocruz.

A responsabilidade da logística da distribuição fica a cargo do Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19.

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