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Cabotagem e exportações alavancam em 15% movimentação de granéis líquidos

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A movimentação de granéis líquidos cresceu 14,8% em 2020, na comparação com o ano anterior, de acordo com o estatístico aquaviário 2020 da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). As 289,5 milhões de toneladas dessa categoria de carga movimentadas no ano passado refletiram principalmente a cabotagem entre plataformas de petróleo e portos (62% das operações) e parte da carga por exportação, por longo curso (22% das movimentações), que registrou incremento de 33% no período.

O superintendente de desempenho, desenvolvimento e sustentabilidade da Antaq, José Renato Fialho, destacou que, considerando o crescimento total de 46 milhões de toneladas, houve 80% do crescimento da navegação portuária somente em granéis líquidos. A movimentação de granéis líquidos se concentrou principalmente em terminais de uso privado (TUPs). Fialho citou o TPET/T-Oil, no Porto do Açu (RJ), que expandiu em 53% sua movimentação sobre os números de 2019. O terminal, instalado em 2016, movimentou 10,3 milhões de toneladas nos últimos anos, ficando à frente  das 9 milhões/t operadas no Tebar (SP) e das 8,3 milhões/t no Tebig (RJ).

O gerente de estatística e avaliação de desempenho, Fernando Serra, explicou que os números da Antaq não incluem a movimentação de petróleo que sai em alto-mar, diretamente das plataformas em operações de ship-to-ship. “Operações STS são bastante significativas. Tentamos fazer equivalência porque a ANP [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] mede em barris, existem [critérios de] densidade (…). Pela regra da Receita Federal, a alocação fiscal é da região/porto mais próximo. Mas esses números não estão aí. Pegamos STS e atracações em portos efetivos”, ponderou Serra durante apresentação do estatístico 2020.

Na ocasião, o secretário nacional de portos e transportes aquaviários, Diogo Piloni, disse que o mercado de petróleo e gás deve ser objeto de atenção devido a seu potencial. “Será importante o BR do Mar e novas regras de afretamento para dar vazão a esse crescimento a custo razoável para que continuemos a ser competitivos. O mercado de O&G puxou o aumento da movimentação, junto com a produção dos granéis agrícolas. É um mercado que precisamos estar atentos”, salientou Piloni.

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