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Brasil nos trilhos: Transporte ferroviário volta a ser foco de investimentos e ganhará mais espaço dentro do modelo logístico nacional

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De acordo com a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL), o setor de logística e transporte é um dos que mais emprega no país atualmente, gerando aproximadamente 1,5 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos e arrecadando R$ 14,7 bilhões em tributos, além de R$ 11,5 bilhões em encargos trabalhistas.

Com os recentes bons resultados e retomada de segmentos como o automotivo, agronegócio, alimentos e bebidas, eletroeletrônicos, têxtil e varejo, o setor tem encontrado ainda mais fôlego para avançar. Em pesquisa realizada pela FDC e ABOL, o investimento em transformação digital e inovação cresceu 23,8%, entre 2018 e 2020, provando que quando transporte e logística aliam-se a outros sistemas e conceitos como Cloud e Inteligência Artificial, há aperfeiçoamento de técnicas e execução de tarefas, facilitando a identificação de riscos e novas estratégias. 

Segundo a Secretaria Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, as metas de transformação da logística brasileira são amplas e contemplam medidas estratégicas de longo prazo. Esses objetivos constam no Planejamento Nacional de Logística (PNL), que compreende o período entre 2018 a 2025 e prevê mais do que dobrar a participação do modal ferroviário, chegando a 32% de participação ferroviária na logística brasileira.

Expansão ferroviária
Maior operadora de ferrovias do Brasil, a Rumo oferece serviços logísticos de transporte ferroviário, elevação portuária e armazenagem. A companhia opera 12 terminais de transbordo, seis terminais portuários e administra cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por 1200 locomotivas e 33 mil vagões.

A empresa está concluindo as obras da Malha Central (tramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul), que deve entrar em operação no primeiro semestre do ano que vem. Como ocorre hoje com a Malha Norte e o agronegócio de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a Central se conectará à Malha Paulista para viabilizar o escoamento da produção agrícola de Goiás, Tocantins e Minas Gerais até o Porto de Santos.

Em paralelo, a companhia segue com os investimentos atrelados à renovação antecipada da concessão da Paulista, cuja capacidade passará das atuais 35 milhões de toneladas por ano para 75 milhões até 2026. Esse aumento é imprescindível para o que se projeta em termos de exportação de grãos originários dos vários estados que se conectam a essa malha: 68,8 milhões de toneladas em Mato Grosso e 20,4 milhões de toneladas em Goiás, por exemplo, de acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

No Porto de Santos, a expansão do modal ferroviário está presente no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ). Inclusive, levantamentos técnicos apontam a necessidade de incremento em capacidade ferroviária de 91%.

Mesmo em meio à pandemia global de Covid-19, a logística foi considerada pela União como uma atividade essencial, e não parou de movimentar cargas.“Durante esse período, a Rumo assinou com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a prorrogação antecipada da concessão da Malha Paulista. Trata-se de uma iniciativa pioneira, que abre caminhos para as demais concessionárias avançarem com projetos da mesma natureza junto à União. 

O contrato original, que venceria em 2028, foi renovado por mais 30 anos, mediante uma série de contrapartidas que somam investimentos da ordem de R$ 6 milhões”, afirma João Alberto Abreu, CEO da Rumo.

À frente da maior operadora ferroviária do Brasil, desde junho de 2019, o executivo é membro do Comitê de Governança do “Programa Juntos” nos estados de Goiás e do Rio Grande do Sul, que mantém parcerias entre governos e iniciativa privada para melhorar a qualidade de serviços públicos.

“Os movimentos da companhia caminham ao lado da intenção do poder público em equilibrar a matriz de transporte do país. Para isso, se prevê que a participação do modal ferroviário no transporte de cargas, que hoje gira em torno de 15%, chegue a 30% até 2025. E o caminho para isso é que esses investimentos fiquem a cargo da iniciativa privada”, aponta Abreu.

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